quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Entenda os principais problemas ambientais enfrentados pelo Brasil

Foco da discussão ambiental no país é a Floresta Amazônica.
Agropecuária e mineração estão entre as causas de desmatamento.


Os vestibulares frequentemente abordam quatro problemas ambientais enfrentados pelo Brasil: as voçorocas no Centro-Sul, a desertificação no Nordeste, a arenização dos solos no Sul do país e o desmatamento da Amazônia.

Amarildo Diniz, professor de geografia, explica que com o avanço do agronegócio houve a intensificação dos processos erosivos, principalmente no Centro-Sul, que originaram as voçorocas.

A destruição da caatinga e a expansão das atividades agropecuárias no semiárido nordestino causaram a desertificação dos solos no sertão. No Rio Grande do Sul, o problema é a arenização dos solos, decorrente do processo inadequado de ocupação da região e do desmatamento das pradarias.

Assita o vídeo clicando aqui.


De acordo com o professor, o foco da discussão ambiental no país é a Amazônia. “Há uma preocupação muito grande com a devastação da Floresta Amazônica. Temos duas frentes de desmatamento: no sul, nos estados do Mato Grosso e Pará, e no norte, entre os estados do Amapá, Pará e Roraima.”


O avanço da agropecuária, a produção de soja, a mineração e a exploração ilegal de madeira são os principais vetores de desmatamento da Amazônia, segundo Diniz.

"Fábricas" de células receberão verba de R$ 6,6 mi do BNDES

Dois centros, um no Paraná e o outro em Ribeirão Preto (SP), vão receber R$ 6,6 milhões do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para se transformar em "fábricas" de células-tronco adultas. A ideia é refinar as técnicas de laboratório que permitem cultivar essas células, para que seja possível distribuí-las para instituições de pesquisa biomédica em todo o Brasil.

A Fundação Hemocentro de Ribeirão Preto, ligada à USP, deve contar com R$ 3,57 milhões em recursos do BNDES, enquanto o Centro de Tecnologia Celular da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) vai receber R$ 3,04 milhões. As duas instituições já aplicaram tratamentos experimentais com células-tronco em pequenos grupos de pacientes, com sucesso considerável contra doenças como diabetes tipo 1, esclerose múltipla e problemas cardiovasculares.

Os pesquisadores vão trabalhar com dois tipos de células-tronco adultas, as mesenquimais (obtidas principalmente da medula óssea) e as células progenitoras endoteliais (cuja fonte mais promissora é o sangue do cordão umbilical).

As primeiras parecem ser capazes de dar origem ao tecido muscular, ósseo e adiposo (gordura), além de controlar o sistema de defesa do organismo, enquanto as endoteliais podem reconstruir vasos sanguíneos, o que faz delas armas interessantes contra males cardíacos e circulatórios, como isquemias.

Segundo o BNDES, a ideia é que ambos os centros "abasteçam" as instituições que fazem parte da Rede Nacional de Terapia Celular. "Vamos ser capazes de atender os membros da rede que necessitarem de um tipo específico de célula", explica Paula Hansen Suss, responsável pelo controle de qualidade do centro da PUC-PR.

"Se for necessário captar as células de alguém em Salvador e expandi-las [multiplicá-las] em laboratório, será viável fazer isso", diz Suss, que é orientanda de doutorado de Paulo Roberto Brofman, coordenador do centro paranaense.

Para a pesquisadora, o financiamento é mais um passo rumo ao uso clínico disseminado das células-tronco -caso elas realmente sejam eficazes. "Para a rede pública de saúde, é um investimento que vale a pena."

Fonte: Folha.uol

Aquecimento global pode ser desastroso para saúde, alertam médicos

O possível fracasso de países membros em firmar um novo acordo para mudanças climáticas na cúpula da ONU (Organização das Nações Unidas) em dezembro resultará em uma "catástrofe global de saúde", na opinião de 18 entidades médicas internacionais.

Em carta publicada nas revistas especializadas "Lancet" e "British Medical Journal", as entidades pedem a médicos em todo o mundo que "assumam a liderança" no debate sobre o assunto.

Em editoriais, as duas publicações especializadas afirmam ainda que o impacto será maior sobre habitantes de países tropicais pobres. As revistas argumentam que conter as mudanças climáticas poderia trazer outros benefícios, como dietas mais saudáveis e um ar mais puro.

A cúpula da ONU marcada para dezembro, em Copenhague, na Dinamarca, vai discutir um novo tratado global para o clima, que substituirá o Protocolo de Kyoto.

No entanto, as negociações preparatórias tem sido prejudicadas pela falta de acordo em questões como quanto das emissões de gases associados ao efeito estufa deve ser cortado e como financiar a proteção climática para os países mais pobres.

"Existe um perigo real de que os políticos estejam indecisos, especialmente em tempos de turbulência econômica como estes", diz a carta assinada por diretores de 18 faculdades de medicina e de outras disciplinas médicas.

"Se as respostas (dos políticos) forem fracas, os resultados para a saúde internacional podem ser catastróficos."

Risco Crescente

No início do ano, a Lancet publicou, em associação com a University College London, uma grande avaliação dos impactos da mudança climática sobre a saúde.

O levantamento concluiu que o aumento na temperatura global deverá aumentar a transmissão de doenças infecciosas, reduzir suprimentos de comida e água pura em países em desenvolvimento e aumentar o número de pessoas morrendo por problemas associados ao calor em regiões de clima temperado.

Mas a avaliação também reconhecia algumas lacunas na pesquisa. Por exemplo, "quase não existem dados confiáveis sobre mortalidade induzida por ondas de calor na África ou no sul da Ásia".

Os editoriais da "Lancet" e do "British Medical Journal", que acompanham a carta das entidades médicas, argumentam que a mudança climática fortalece as propostas que organizações governamentais ligadas à saúde e ao desenvolvimento já vêm defendendo.

"Mesmo sem mudança climática, o argumento a favor de energia limpa, carros elétricos, proteção de florestas, eficiência no uso de energia e novas tecnologias agrícolas é forte", diz o texto. "A mudança climática torna-o irrefutável."

O editorial, escrito conjuntamente por Michael Jay, presidente da ONG de saúde Merlin, e por Michael Marmot, da UCL, diz ainda que existem várias soluções possíveis.

"Uma economia de baixas emissões de carbono vai significar menos poluição", afirma o editorial. "Uma alimentação com baixas emissões de carbono (especialmente com menor consumo de carne) e mais exercícios vão significar menos problemas como câncer, obesidade, diabetes e doenças cardíacas."

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Saiba mais sobre a Revolução Chinesa, que completa 60 anos em 2009

Revolução teve início com a disputa entre dois grandes partidos políticos.
Mao Tsé-Tung assumiu o poder e consolidou o regime socialista.

A Revolução Chinesa completa 60 anos em 2009. A história do país, que já havia ganhado destaque nos vestibulares dos últimos anos, com certeza será tema de muitas questões.

O professor de história , Lucas Seco, explica que a revolução teve início com a disputa entre dois grandes partidos políticos e culminou com a consolidação do regime socialista.

"A China nem sempre foi essa potência que está se tornando hoje. O país já sofreu muito no século 19 com ações imperialistas de grandes potências européias. Quando Mao Tsé-Tung assume o poder, ele cria um enorme estado socialista", diz o professor (confira o vídeo: video.globo.com).

No final dos anos 60, houve uma revolução cultural na China. Mao Tsé-Tung convocou a formação das Guardas Vermelhas e publicou o Livro Vermelho com as principais diretrizes de ação política daqueles considerados fiéis à revolução. O livro defendia a perseguição de todos os indivíduos contrários aos ideais da revolução.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Árvores sintéticas: Uma solução?

Os britânicos do Instituto de Engenharia Mecânica emitiram um relatório propondo novas medidas para combater o aquecimento global. Uma delas é bastante peculiar: produção de árvores artificiais.

A idéia de trocar um dos grandes símbolos da natureza por algo sintético tem fundamento. As árvores artificiais são capazes de reter dezenas de toneladas de dióxido de carbono da atmosfera. O CO2 absorvido passa por um filtro e vai direto para um reservatório de pretóleo e gás natural esgotados.

O plano propõe construir, dentro de 20 anos, uma área com 100 mil árvores. O custo de cada produto é de, aproximadamente, 15 mil libras.

Fonte: blogs.jovempan.uol.com.br/meio ambiente

Ciclo solar afeta clima na Terra por meio do oceano Pacífico

Folha Online

Utilizando mais de cem anos de observações climáticas, uma pesquisa publicada pela revista "Science" na última sexta-feira (28) mostra como o ciclo solar influencia o clima global.

De acordo com o estudo, os elementos químicos na estratosfera e a temperatura na superfície do Pacífico reagem durante o período de maior incidência solar e influenciam a movimentação do ar. Isto intensifica ventos e chuvas, altera as temperaturas nos oceanos e a cobertura de nuvens de regiões tropicais e subtropicais, o que acaba por afetar todo o clima da Terra.

"É conhecido que os padrões climáticos estão relacionados com o ciclo solar. O que era um mistério é como isso acontece fisicamente. Este impressionante estudo começa a desvendar essa questão", afirma Jay Fein, diretor da NSF (Fundação Nacional de Ciência), entidade norte-americana que financiou a pesquisa, liderada pelo NCAR (Centro Nacional para Pesquisas Atmosféricas dos EUA).

Os resultados respondem a uma das questões mais difíceis dos meteorologistas. Era difícil entender como poderiam ser causadas mudanças tão grandes no planeta se o total da energia que chega à Terra varia apenas 0,1% em todo o ciclo solar de 11 anos.

O ciclo solar pode fortalecer eventos como a La Niña e o El Niño. A grande La Niña de 1988-1989 aconteceu durante um pico solar. O fenômeno ficou especialmente poderoso e foi associado então a padrões climáticos como o inverno seco e ameno no sudoeste dos Estados Unidos.

"Entender o papel do ciclo solar deve fornecer aos cientistas ajuda na previsão de padrões climáticos nos próximos anos", explica o principal autor do estudo, Gerald Meehl, do NCAR.

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