
Depende de como isso vai ser feito. O pinhão manso é uma planta estratégica para projetos regionais de produção de biocombustíveis. A excelente qualidade de seu óleo tem despertado o interesse dos produtores no Brasil e no mundo. Por ser perene e de pequeno porte, é uma potencial e promissora fonte de renda estável para pequenos agricultores. Isso porque pode ser plantado em sistemas diversificados, ou seja, ao lado de outras atividades agrícolas direcionadas para a produção de alimentos e da preservação do ambiente.
Não é preciso desmatar novas áreas para cultivar a planta. O Brasil já tem terras abertas suficientes para abrigar não só o pinhão manso, mas também culturas como a cana-de-açúcar usada na produção do etanol.
Desta forma, se feito da maneira correta, o pinhão manso é mais mocinho que vilão.
No caso da TAM, segundo a assessoria de imprensa da empresa, a biomassa, fonte do bioquerosene de aviação, será oriunda de projetos de agricultura familiar e fazendas do interior do Brasil.
A TAM diz que comprou, por intermédio da Associação Brasileira dos Produtores de Pinhão Manso, sementes de produtores de pinhão manso do Norte, Sudeste e Centro-Oeste. Depois, providenciou a sua transformação em óleo semirrefinado e exportou-o para os EUA, onde a UOP LLC, empresa do grupo Honeywell, fez o processamento do óleo de pinhão manso em bioquerosene e sua mistura com o querosene convencional de aviação, na proporção de 50% cada
O pinhão manso é uma planta que não concorre com a cadeia alimentar porque é imprópria para consumo humano e animal. Ele pode inclusive ser cultivada junto com pastagens. Por isso, pelo menos em teoria, ele não exerceria pressão para abertura de novas áreas cultivadas.
(Aline Ribeiro)
Fonte: Época - globo.com
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