quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Saiba quais foram os principais fatos da ciência em 2009

da Folha Online

Descobertas na paleontologia, avanços na luta contra a Aids, confirmação de água na Lua e de moléculas orgânicas fora do Sistema Solar --e muitos planetas fora dele. Assistimos à década mais quente do planeta e a uma conferência do clima fracassada.

Foi o ano em que o telescópio Hubble, mais importante "olho" da humanidade ante o Universo, sofreu reparos --e, a partir disso, nos proporcionou imagens magníficas.

Foi em 2009 que o maior colisor de partículas do mundo, cujo objetivo principal é recriar o ambiente do Universo depois do Big Bang, foi religado em funcionamento parcial --e, ainda assim, quebrou recordes mundiais de energia.

Veja os principais fatos da ciência em 2009 clicando aqui: Folha.Uol

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Aprenda sobre a crise de 1929

A Bolsa de Nova York 'quebrou' naquele ano.
Situação econômica dos EUA melhorou após o New Deal.

Na década de 20, os países europeus sofreram com problemas econômicos logo após a Primeira Guerra Mundial. Já para os Estados Unidos, os primeiros anos dessa década foram de grande prosperidade.

No entanto, lá pelos anos de 1926 e 1927, os primeiros sintomas de crise começaram a se anunciar [nos Estados Unidos]. Especialistas americanos alertavam sobre a possibilidade de uma crise sistêmica mas não foram ouvidos. Em 29, a crise ganhou seu escopo mais conhecido: a quebra da bolsa de Nova York, em outubro daquele ano.

Veja o Vídeo clicando aqui: Globo.com

No ano seguinte, diz o professor, os norte-americanos tentaram resolver a crise usando mecanismos tradicionais. Somente em 1933, com Franklin Delano Roosevelt, foi aplicado um novo acordo, o New Deal, que criou condições para que a América pudesse mudar o cenário.

O país foi capaz de ver recuperação econômica após intervenção estatal nos setores bancário e produtivo. Os anos 30 são conhecidos como os anos da depressão econômica. Assista ao vídeo.

Fonte: G1 - Globo.com - Vestibular

Quiz - Villa-Lobos

Heitor Villa-Lobos fuma enquanto toca piano (Getty Images)
O maestro e compositor brasileiro Heitor Villa-Lobos (1887-1959) foi, sem dúvida, o maior expoente musical do modernismo no Brasil. Suas obras são marcadas por um forte espírito nacionalista, incorporando elementos de canções folclóricas, populares e indígenas. Dentre elas, destacam-se as Bachianas Brasileiras (1930-1945), nas quais Villa-Lobos funde folclore brasileiro com as formas pré-clássicas no estilo de Johann Sebastian Bach (a intenção era criar uma "versão brasileira" dos Concertos de Brandemburgo).

Na História do Brasil, as Bachianas Brasileiras correspondem à:

a. Era (Getúlio) Vargas

b. República Liberal Populista

c. República dos Bacharéis

d. República da Espada

e. República dos Militares

Selecione para ver a resposta: A

Fonte:
Blog do Fovest.Folha.Uol

Quiz - RNA

Transcriptoma do diabetes será mapeado

"...O transcriptoma é o conjunto dos RNAs [ácido ribonucleico] da célula, incluindo os RNAm e os microRNAs. O objetivo de sua análise é descobrir como e quando os genes funcionam. É uma espécie de ‘fisiologia genética’", explicou o professor Geraldo Passos, coordenador do projeto..." (Agência Fapesp, 17/11/2009)

A notícia da Agência Fapesp indica grandes investimentos em biotecnologia para elucidar os mecanismos moleculares dos 3 tipos de diabetes mélito: tipo 1, tipo 2 e gestacional. No tipo 1, acontece deficiência de insulina; no tipo 2, a falta de receptores para insulina na membrana plasmática de certas células, e na gestacional, como o nome sugere, a hiperglicemia aparece durante a gravidez.

Sobre o assunto podemos afirmar que:

a. O objetivo do projeto transcriptoma é conhecer a ação dos genes em pessoas saudáveis e doentes.

b. A palavra transcriptoma está relacionada à transcrição, ou seja, a produção de proteínas a partir dos RNAs.

c. As células de qualquer indivíduo diabético possuem genes que determinam a doença.

d. Apenas as células que produzem insulina possuem genes que determinam a doença.

e. A insulina é um hormônio proteico produzido pela hipófise, e sua ação é hipoglicemiante.


Selecione para ver a resposta.

Sabemos que a diferença entre as células de um mesmo organismo está na expressão dos genes, já que todas as células de um mesmo indivíduo têm o mesmo genoma. O objetivo do projeto transcriptoma é reconhecer os RNA mensageiros e os microRNAs das células, e assim descobrir quais genes estão ativos, como diz o texto.

A transcrição é a síntese de RNA a partir do DNA, enquanto a tradução é a produção de proteínas, com a colaboração dos RNAs mensageiro, transportador e ribossômico.

Com o sucesso do projeto, poderemos desenvolver estratégias para o tratamento dos três tipos de diabetes mélito. Apenas o tipo 1 parece ter relação direta com a hereditariedade. Os outros dois tipos são multifatoriais e mais complexos.

A insulina é um hormônio proteico produzido pelo pâncreas.

Fonte: Blog do Fovest - Folha.Uol

Quiz - Mensalão

Mensalão do DEM pagava até churrascos de Arruda

Documentos entregues à Polícia Federal pelo pivô do mensalão do DEM, Durval Barbosa, indicam que dinheiro público bancou despesas de uma casa usada pelo governador José Roberto Arruda na campanha eleitoral de 2006 e durante a transição de governo.

Um funcionário do governo do Distrito Federal, que atuava como uma mistura de caseiro e gerente da casa, cobria os gastos -que incluíam churrasqueiro, linguiça e coxinha de frango.

Segundo Barbosa, até R$ 7 milhões de dinheiro desviado da estatal do DF que presidia, a Codeplan, foram parar na casa. Cerca de R$ 400 mil estão discriminados em recibos e notas fiscais datadas de outubro a dezembro daquele ano. (Folha de S.Paulo - 10/12/2009)

Faixa pede a saída de José Roberto Arruda do governo de Brasília (Alan Marques - 12.dez.2009/Folha Imagem)

Mais um escândalo de corrupção surgiu na vida política brasileira. Desta vez, como informa o texto acima, as denúncias vieram do Distrito Federal. Sobre corrupção, mensalão e reforma política, é CORRETO afirmar que:

(I) Mensalão é uma prática que está diretamente ligada ao Caixa 2, e ambas as expressões nos remetem a recursos utilizados em campanha política. Trata-se de dinheiro não contabilizado, desviado para financiar as campanhas de deputados, senadores, governadores, entre outros.

(II) Para alguns críticos do modelo atual, somente o financiamento público poderia colocar freios à voracidade dos políticos em relação aos recursos do setor privado. Proibir parlamentares de angariar recursos junto à iniciativa privada seria um passo importante para reduzir a corrupção e moralizar a função pública.

(III) O termo mensalão surgiu durante o governo do Fernando Henrique Cardoso, a partir da prática corrente na política brasileira de distribuir dinheiro aos eleitores em vésperas de eleição.

(IV) No sistema eleitoral brasileiro, o voto dado pelo eleitor a um determinado candidato (voto nominal) frequentemente é direcionado para outro membro do partido, sem que o destino do voto esteja sob controle do eleitor. O voto nominal é antes de tudo um voto de legenda.

(V) No Brasil é comum que os eleitores esqueçam para quem depositaram seu voto na última eleição. Para superar essa deficiência, o melhor seria a adoção da fidelidade partidária, pois esse mecanismo permitiria apenas o funcionamento dos grandes partidos.

Estão corretas:

a. as afirmativas I, III e IV.

b. as afirmativas II, III e V.

c. as afirmativas II, IV e V.

d. as afirmativas I, II e IV.

e. as afirmativas I, II, e V.

Selecione para ver a resposta.

(I) Está correta.

(II) Está correta.

(III) Está incorreta. O termo mensalão não surgiu no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso. Surgiu em 2005, através de uma denúncia do então deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ). Segundo o parlamentar, existia no Poder Executivo, sob o comando de membros do PT (Partido dos Trabalhadores), um esquema de repasse de dinheiro a parlamentares na Câmara dos Deputados em Brasília.

(IV) Está correta.

(V) Está incorreta. O mecanismo que visa limitar o número de partidos é a cláusula de barreira, e jamais a fidelidade partidária, que proíbe que um representante mude constantemente de partido.

Fonte: Blog do Fovest - Folha de São Paulo

domingo, 13 de dezembro de 2009

Earth Song - Michael Jackson (legendado em português)

Saiba mais - G1 - Vestibulares

SAIBA MAIS SOBRE O DESENVOLVIMENTO DA PECUÁRIA BRASILEIRA
Professor explica diferença entre pecuária extensiva e intensiva.
Maior destaque é a pecuária bovina e, em especial, o gado zebu.

ENTENDA COMO FUNCIONAM AS PILHAS
Pilha é uma reação de redox que gera energia elétrica.
Nessas reações, um elemento perde elétrons enquanto outro ganha.

ENTENDA COMO FUNCIONA O CHUVEIRO ELÉTRICO
Questão é recorrente nos vestibulares.
Exemplo aborda transformação da energia elétrica em térmica.

SAIBA MAIS SOBRE A CONSTITUIÇÃO DE 1988
Ela foi escrita logo após os anos de governo militar.
'É um marco para a redemocratização do Brasil'.

Que tipo de acordo pode sair de Copenhague. Um guia rápido do que está em jogo

COPENHAGUE - (dom, 13/12/09) - Hoje é dia de folga nas negociações do clima em Copenhague. A labuta recomeça amanhã no centro de convenções Bella Center e o pessoal tem, em princípio, cinco dias para fechar algum tipo de acordo. O que está em andamento lá? São quatro negociações em paralelo:

1) O Protocolo de Quioto, parte 2 – A ideia é prorrogar o protocolo já existente, que vence em 2012. A proposta agora é de reduzir as emissões dos países ricos (chamados de Anexo 1) em 20% a 40% até 2050 em relação aos níveis de 1990. E os países em desenvolvimento (chamados não-Anexo 1) reduziriam 15% a 30% das emissões que teriam em 2050 se continuassem no ritmo atual. Isso são os números sugeridos pelo IPCC. E isso é tecnicamente possível de ser obtido nesta reunião de Copenhague porque as delegações oficiais (com diplomatas e ministros) já tem mandato em seus países para negociar esse tratado. O tratado também já escrito, o que significa que os detalhes da operação e das responsabilidades (países desenvolvidos têm obrigações agora, os em desenvolvimento têm depois) já estão praticamente prontos. O desafio é que o Protocolo, assinado em 1997, foi descumprido. Se uma continuação dele for aprovada aqui, preciso criar alguma forma de garantir que seja transformado em leis locais. E há o maior problema: é preciso incluir os EUA, que não aderiram ao Protocolo de Quioto. Sem os EUA, o maior emissor, nenhum acordo faz sentido. Só que os EUA têm duas limitações para entrar. A primeira é que os negociadores americanos só tem mandato em seu país para aceitar uma meta inferior à proposta para a prorrogação de Quioto. O segundo problema é político: como os EUA não entraram na primeira versão de 1997, entrar agora, finalmente, com atraso, seria visto como uma derrota pelo público americano. E reduziria as chances de o novo protocolo ser aprovado pelo congresso americano, o que seria pior ainda. É por isso que os americanos preferem, em vez de renegociar o Protocolo de Quioto, começar outro tratado novo, onde eles entrariam como sócios-fundadores.

2) Um novo acordo – Essa é a proposta paralela que rola na conferência. Seria um novo acordo, mais abrangente que o Protocolo de Quioto, que já incluiria os EUA desde o início. Ele teria metas para até 2050, com uma checagem em 2020. E detalharia melhor as obrigações dos países em desenvolvimento. O problema é que não há tempo para fechar todos os detalhes desse novo acordo, começando do zero. Ele implicaria em negociar as metas todas de novo, a partir dos números que os EUA desejam. Um rascunho desse novo documento, que vazou na semana passada, tinha 200 páginas. Dificilmente os diplomatas consegue acertar todos os pontos desse texto em cinco dias. A ideia alternativa é um documento de intenções políticas, que estabeleça o mandato para a ONU e os diplomatas negociarem o novo acordo no ano que vem. O esboço desse documento, com 7 páginas, foi redigido pelo embaixador brasileiro Luis Figueiredo.

Em paralelo aos dois grandes acordos, existem documentos adicionais, que detalham mecanismos para chegar nas reduções ou amenizar seus impactos. São eles:

1) Crédito por redução no desmatamento – O nome é mais complicado do que isso: Reducing Emissions from Degradation and Forest Deforestation (Reduzindo Emissões do Desmatamento e da Degradação da Floresta) ou REDD. Ele inclui compensação tanto pelo desmatamento típico (quando vira pasto) quanto pela degradação da floresta (quando o madeireiro tira tantas toras que a mata fica vulnerável a fogo e com menos árvores, ou seja, menos carbono estocado). A ideia é boa. Os países que precisam reduzir as emissões podem compensar parte de suas obrigações comprando créditos de nações ricas em florestas que comprovam projetos para preservar a floresta. O problema é quem controla isso. Não é fácil medir quanto carbono tinha em cada tipo de floresta, nem verificar se o trabalho foi feito mesmo, e até evitar que o mesmo projeto seja vendido duas vezes. Alguns países querem que os inventários de projetos sejam nacionais. Outros querem um órgão global verificando tudo.

2) Fundo de Adaptação – É a parte mais bem resolvida. Há um debate em torno do dinheiro. Mas basicamente o fundo junta recursos dos países desenvolvidos para pagar por danos causados por mudanças climáticas em nações pobres. A tendência é que o recurso seja gerido pelo Banco Mundial ou pela Global Environmental Facility (uma agência de financiamento ambiental ligada à ONU), ambos sediados em Washington. O Brasil sugeriu que fosse criado um novo órgão internacional para gerenciar esse dinheiro, porque as opções atuais estão sob influência dos EUA. Mas isso ia gerar uma nova burocracia e uma discussão sobre onde ficaria essa nova instituição.

3) Fundo de Mitigação – A proposta é criar um fundo para financiar a transição dos países em desenvolvimento para economias mais limpas. Essa transferência de recursos pode ser tanto em dinheiro para compra de equipamentos ou ajuda na implantação de fábricas menos emissoras. A dificuldade é encontrar um modelo que não crie uma concorrência desses países emergentes com as nações ricas com obrigação de reduzir suas emissões.

Essas são as negociações que estão nas mesas. Os diplomatas em ação aqui podem fazer muita coisa avançar, mas não tem poder para criar propostas totalmente novas ou arranjos diferentes. Quem pode fazer isso são os chefes de estado que passam por Copenhague entre quinta e sexta desta semana.

Fonte: Época - Blog do Planeta

domingo, 6 de dezembro de 2009

Quiz - Muro de Berlim - Folha Online - Blog do Fovest

(FOVEST) Até 1989, quando foi derrubado, o Muro de Berlim também era chamado de "muro da vergonha". Esse muro, além de dividir a cidade de Berlim ao meio _Berlim Ocidental (RFA) e Berlim Oriental (RDA)_, simbolizava a divisão do mundo em dois blocos: um constituído pelos países capitalistas encabeçados pelos Estados Unidos da América e outro formado pelos países socialistas simpatizantes do regime soviético. A destruição desse muro determinou o fim da Guerra Fria.

Sobre as mudanças ocorridas no mundo após a queda do Muro de Berlim, considere as seguintes afirmações:

I. Com o fim do "socialismo real" e a implantação do capitalismo na URSS, através da Perestroika, surgiu uma nova Rússia comandada por Mikhail Gorbachev, tão forte quanto a velha União Soviética, mas com pluripartidarismo e mais democracia.

II. No quadro dessa reordenação político-estratégica do espaço europeu, a União Europeia avançou em direção à antiga área de domínio soviético, a Cortina de Ferro, e se transformou num Estado gigante, saltando de 15 membros até 1995 para 27 nações em 2007.

III. Com a abertura de novos espaços para um mundo multipolar, a Rússia, sucessora da URSS no Leste europeu, ampliou sua área de influência política, tornando-se uma parceira dos EUA na construção do escudo antimísseis a ser instalado na República Tcheca.

IV. A partir da queda do muro ocorreu a divisão da Tchecoslováquia em 1993 e a explosão do separatismo nos Bálcãs, que, além de transformar a região num palco de guerra, resultou na desintegração da Iugoslávia e na formação da Eslovênia, Croácia e Bósnia-Herzegovina, entre outros novos países.

V. O Muro de Berlim se converteu num símbolo da velha ordem bipolar, separando a Alemanha em dois regimes políticos e econômicos: um capitalista e outro socialista. Sua destruição marcou o fim da Guerra Fria e o surgimento da nova ordem mundial.

Estão corretas:

a. as afirmativas I, III e IV

b. as afirmativas II, III e V

c. as afirmativas II, IV e V

d. as afirmativas I, II e III

e. as afirmativas I, II, IV e V

Resposta

O professor Roberto Candelori explica a resposta:

I. Item incorreto: Com o fim do "socialismo real", a velha URSS acabou se desintegrando e dando lugar à CEI (Comunidade dos Estados Independentes). Quem deu início a esse período de reformas foi Mikhail Gorbachev, que pretendia, através da perestroika e da glasnost, modernizar o Estado soviético. Não conseguiu e a URSS deixou de existir. Portanto, não foi a perestroika que implantou o capitalismo na velha URSS, mas juntamente com a glasnost contribuiu para sua desintegração.

II. Item correto.

III. Item incorreto: Com a abertura de novos espaços para um mundo multipolar, a Rússia, sucessora da URSS no Leste europeu, viu reduzir-se sua área de influência, principalmente em razão da criação da Comunidade dos Estados Independentes. Também não é verdade que tenha se tornado uma parceira dos EUA, embora tenha relações menos tensas que no período da Guerra Fria. E, ao contrário do que afirma a alternativa, a Rússia jamais concordou com a construção do escudo antimísseis.

IV. Item correto.

V. Item correto.

Buraco de ozônio retém frio na Antártida, mostra relatório

EDUARDO GERAQUE
enviado especial da Folha de S. Paulo à Antártida
REINALDO JOSÉ LOPES
da Folha de S. Paulo

O temido buraco de ozônio na atmosfera acima da Antártida funciona, paradoxalmente, como um escudo do continente gelado contra o aquecimento que assola o planeta. É só por isso que as terras antárticas ainda não esquentaram tanto quanto o resto do globo, mostra um relatório divulgado nesta terça-feira (1º).

A descoberta ajuda a entender porque, às portas do verão na Antártida, os mais de 50 ocupantes atuais da Estação Antártica Comandante Ferraz, base brasileira no continente, passaram 48 horas confinados entre a manhã de domingo e ontem. A equipe teve de se abrigar de ventos com mais de 100 km/h e sensação térmica de 20 °C negativos.

Há, portanto, um dilema: conforme o rombo na camada de ozônio for se fechando, o que deve acontecer completamente até o fim deste século, é provável que o aumento das temperaturas finalmente atinja o coração da Antártida, dizem os cientistas do Scar (Comitê Científico de Pesquisa Antártica), responsáveis pelo novo relatório (www.scar.org).

"Nos próximos anos, o gelo marinho vai diminuir. Ele está aumentando no momento, mas não será mais assim quando o buraco de ozônio fechar --de fato, vamos perder um terço do gelo marinho", declarou o diretor-executivo do Scar, Colin Summerhayes, à agência internacional de notícias Reuters.

O relatório divulgado ontem, que reuniu dados gerados por mais de cem cientistas de oito países, chama a descoberta dessa blindagem do buraco de ozônio de "extraordinária".

Para Jefferson Simões, glaciologista da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, o trabalho consolida os dados sobre as alterações que o aquecimento já traz para a Antártida.

"Faz todo o sentido afirmar que o buraco de ozônio está mesmo protegendo o continente antártico", diz Luciano Marani, pesquisador do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) responsável pelas medições da camada de ozônio na estação brasileira.

Leia a matéria completa clicando: Folha-Uol

Galinheiro do futuro usa cocô das galinhas para fazer biocombustível

Parece um terminal de aeroporto. Mas é um galinheiro. O projeto da empresa israelense Agrotop prevê cataventos solares no teto, energia solar, reciclagem da água e até travesseiro para as aves. As fezes das galinhas serão usadas para gerar combustível. O projeto deve atender as futuras exigências da União Européia validas a partir de 2012.

O galinheiro vai gerar energia suficiente para seu próprio consumo e ainda produzirá um excedente para ser vendido na rede elétrica do país.

De acordo com as exigências européias, o galinheiro oferecerá o dobro de espaço para cada galinha nas gaiolas. O suficiente para que se movimentem livremente, tenham ar fresco e iluminação natural. Até espaço para bater as asas. As gaiolas terão grama natural ou artificial, ou capim, para simular o ambiente natural do terreiro. E cada gaiola terá um material macio, uma espécie de travesseiro, para as galinhas descansarem.

(Alexandre Mansur)

Fonte: Época - Blog do Planeta

Zerar desmatamento até 2020 custa de US$ 6,5 bi a 18 bi, diz pesquisa

RAFAEL GARCIA
da Folha de S. Paulo

O investimento necessário para zerar o desmatamento na Amazônia brasileira até 2020 é de US$ 6,5 bilhões a US$ 18 bilhões, indica uma estimativa de cientistas brasileiros e americanos.

Em estudo na edição de hoje da revista "Science", os autores do trabalho defendem que esse custo é relativamente barato e permitirá eliminar de 2% a 5% das emissões globais de gases do efeito estufa.

Liderados por Daniel Nepstad, do Centro de Pesquisa de Woods Hole (EUA), os pesquisadores simularam investimentos em três diferentes tipos de iniciativa para desestimular o desmate e estimaram o custo da empreitada por Estado.

"Nossos modelos econômicos integram as melhores informações disponíveis sobre solos, estradas e custos de produção para captar a lógica econômica dos condutores do desmatamento", afirma Britaldo Soares-Filho, da Universidade Federal de Minas Gerais, coautor do trabalho.

A lógica do estudo foi calcular os chamados custos de oportunidade --a renda à qual um proprietário de terra renuncia ao deixar de desmatar-- em toda a Amazônia brasileira.

Leia a matéria completa clicanco: Folha-Uol

sábado, 21 de novembro de 2009

Quiz - Conflitos internacionais - Folha Online - Blog do Fovest

Líderes sérvios, como Slobodan Milosevic (morto em 2006) e, mais recentemente, Radovan Karadzic (indiciado em 1995 e foragido por mais de 12 anos), foram levados ao Tribunal Penal Internacional de Haia (Holanda) para responder às acusações de genocídio, crimes de guerra e crimes contra a humanidade. Esses líderes são acusados de praticar tais atrocidades em qual conflito?

a. Guerra da Crimeia

b. Guerra da Bósnia

c. Guerra dos Bôeres

d. Guerras Balcânicas

e. Guerra dos Seis Dias

Resposta:

Alternativa A: Errada. A Guerra da Crimeia (1853-1856) foi travada entre o Império Russo e a Turquia (contando com apoio do Reino Unido e da França), pela hegemonia entre os mares Negro e Mediterrâneo.

Alternativa B: Correta. A Guerra da Bósnia, entre 1992 e 1995, foi o somatório de uma complexa série de fatores envolvendo o nacionalismo, o fervor religioso, o crepúsculo da Guerra Fria e o desmembramento da ex-Iugoslávia, resultante do desaparecimento da URSS e do socialismo do tipo soviético.

Alternativa C: Errada. A Guerra dos Bôeres (1880-1881) foi na África do Sul, entre forças britânicas e colonos de origens holandesa, alemã e francesa.

Alternativa D: Errada. As Guerras Balcânicas (1912) foram conflitos curtos entre Sérvia, Montenegro, Grécia, Romênia, Turquia e Bulgária pelos territórios remanescentes do Império Otomano.

Alternativa E: Errada. Na Guerra dos Seis Dias (1967), Israel opôs uma coalizão formada por Egito, Jordânia e Síria (com apoio de outros Estados árabes). Após o conflito, Israel ampliou suas fronteiras para a Península do Sinais, Cisjordânia e as Colinas de Golã.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Vestibular: dicas da semana - 05 - 09/10

Voz passiva, queda livre, pronomes átonos e tônicos, política de transporte rodoviário no Brasil e área de um triângulo

G1 - Globo.com - Vestibular

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

População de 9 bi em 2050 dependerá de mudança alimentar, dizem pesquisadores

Os nove bilhões de pessoas que habitarão a Terra daqui a 40 anos poderão ser adequadamente alimentadas se mudarmos nossos hábitos agrícolas e alimentares, pois 30% da produção atual ainda é inutilizada, segundo dois institutos de pesquisa franceses.

Pesquisadores do programa Agrimonde reconstituíram as quantidades de alimentos produzidas entre 1961 e 2003 para fazer projeções para os próximos 45 anos. Eles traçaram, a partir disso, dois cenários.

"O primeiro cenário corresponde ao prolongamento das evoluções históricas das produções e das utilizações de biomassa em um mundo totalmente liberalizado", dizem.

Eles supõem uma continuidade do crescimento dos rendimentos agrícolas, mas também das terras dedicadas à criação de animais, com o consumo de carne aumentando. Neste cenário, as desigualdades de acesso à alimentação aumentam e os desgastes ambientais são tratados "somente a partir do momento em que se tornam agudos".

Leia a matéria completa clicando aqui: Folha-Uol

domingo, 4 de outubro de 2009

As origens do impasse norte-coreano

Entenda as motivações, os traumas e os protagonistas por trás do complexo cenário político da Coreia do Norte.


O histórico de tensões e conflitos do Irã

Conheça os principais momentos da história recente do Irã, país que enfrenta ondas de protestos e violência após suspeita de fraude em suas eleições presidenciais.




Quiz Amazônia

Teste seus conhecimentos sobre a maior floresta do mundo

Clique aqui e responda ao quiz preparado pelo jornal "O Estado de São Paulo".

O destino da resenva "RAPOSA SERRA DO SOL"

Talvez um recuo no tempo e na memória possa ajudar a desfazer a enorme confusão em torno da retirada de arrozeiros da terra indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima - suspensa por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), mas ainda pendente de apreciação final.


Entenda o conflito no especial do jornal "O Estado de São Paulo".

Para entender o CERRADO

Primeiro, a boa notícia: o desmatamento no Cerrado está em recessão. Nos últimos sete anos, caiu mais de 60%, segundo um levantamento inédito da Universidade Federal de Goiás (UFG).

Agora, a dura realidade histórica: mesmo com essa redução, mais da metade do bioma já foi destruída ou alterada pelo homem nos últimos 40 anos, ao ritmo de quatro campos de futebol por minuto, sem que ninguém se preocupasse muito com isso.

Veja o que foi publicado sobre o cerrado no especial do jornal "O Estado de São Paulo".

O retrato da terceira idade no Brasil

A terceira idade já soma 20 milhões de pessoas em todo o país. Mas a grande maioria das cidades brasileiras não está preparada para atender às necessidades desta parcela da população.

O uso crescente da água de esgoto tratada

A cada ano que passa, a água de esgoto tratada fica mais valiosa. Em São Paulo essa água já é comercializada. Na Califórnia, uma moderna estação de tratamento fornece água potável para os moradores.

Saiba mais sobre os problemas urbanos: as enchentes

O desmatamento, as edificações, a canalização dos esgotos, a mudança do curso dos rios e a poluição geram diversos problemas urbanos.

Essas alterações ambientais causadas pelas atividades urbanas são sentidas pela população. As enchentes, por exemplo, são consequências do processo de urbanização acelerado e sem planejamento.
Assista o vídeo clicando aqui

O professor de geografia, João Carlos Marcon, explica que o assoreamento dos rios e a impermeabilização dos solos favorece o escoamento rápido da água da chuva e acelera a elevação dos rios.

“Quem mais sofre com isso são as vias marginais, como a Tietê e a Pinheiros, em São Paulo, e as regiões periféricas. Nessas áreas de risco, com loteamentos irregulares e áreas sem infraestrutura, os deslizamentos causam mortes e vários transtornos”, diz o professor.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Ministério da Educação disponibiliza as provas do Enem que vazaram

Confira a prova do Enem do 1º dia que vazou

Confira a prova do Enem do 2º dia que vazou

Confira o gabarito da prova do Enem


Os 60 anos de Mao e seus camaradas

Muita coisa mudou na China desde que Mao Tsé-tung e seus camaradas venceram a guerra civil contra os nacionalistas e anunciaram a fundação da República Popular da China para uma multidão reunida na Praça Tiananmen. A começar do próprio significado da palavra “camarada”, usada hoje como uma gíria para se referir aos gays.

Na área econômica, as transformações foram tantas que é difícil olhar para os 60 anos como um período único. É mais adequado dividi-los em duas metades de 30 anos, que em vários aspectos são totalmente antagônicas.

A primeira delas foi dominada pela figura de Mao Tsé-tung (1893-1976) e sua radical utopia igualitarista, que levou o país a experimentos como o Grande Salto Adiante (1958-1961) e a Revolução Cultural (1966-1976), durante os quais milhões de chineses morreram.

Os 30 anos seguintes tiveram a marca do pragmatismo de Deng Xiaoping (1904-1997), traduzido em sua frase “não importa se o gato é branco ou preto, contanto que pegue o rato”. Perseguido durante a Revolução Cultural, Deng conseguiu isolar o sucessor indicado por Mao, Hua Guofeng, e ser aclamado como novo líder supremo da China em 1978.

A partir daí, deu início ao movimento de abertura do país ao exterior e sua gradual incorporação à economia mundial e à globalização. A China de 1978 ainda tinha as marcas da violência da Revolução Cultural, quando universidades foram fechadas e milhões de jovens enviados à zona rural para serem “reeducados” pelos camponeses.

As mudanças adotadas desde então implicaram a reversão de muitas das medidas do período maoísta. A coletivização da terra foi abandonada e os camponeses ganharam o direito de cultivar individualmente seus lotes e vender a produção a preços de mercado. No ano passado, Pequim se distanciou ainda mais do ideal maoísta ao anunciar que os camponeses poderão arrendar seus lotes a terceiros, o que abriu caminho para o surgimento de grandes fazendas, em uma espécie de reforma agrária ao contrário _exatamete o oposto do realizado há 60 anos.

O confisco de terras dos antigos proprietários e sua distribuição aos trabalhadores rurais foi uma das principais medidas do Partido Comunista depois de chegar ao poder. A reforma agrária já havia sido adotada nas regiões do país que estavam sob controle dos revolucionários antes de 1949 e foi um dos fatores decisivos para a popularidade de Mao e seus seguidores.

Os camponeses representavam 88% da população da China naquela época e formavam a principal base de apoio dos comunistas chineses, o que contrariava a tese marxista de que a revolução seria realizada pelos operários urbanos.

O país viveu um processo vertiginoso de urbanização desde o início das reformas econômicas. Em 1980, os moradores da zona rural ainda representavam 76% da população do país. Mesmo com a mudança de milhões de pessoas para as cidades no embalo do crescimento econômico, a China comunista chega aos 60 anos como um país majoritariamente agrário, com 55% de seus habitantes na zona rural.

A propriedade privada que havia sido abolida retornou com as reformas econômicas e hoje é protegida pela Constituição. Acima de tudo, os chineses seguiram à risca o conselho de Deng Xiaoping, de que era necessário deixar alguns ficarem ricos antes dos demais _o país tem hoje o maior número de milionários do mundo.

A igualdade desejada por Mao foi substituída por um dos mais rápidos índices de crescimento de desigualdade, que divide ricos e pobres, moradores da cidade e do campo e das regiões leste e oeste do país. Mas o crescimento trouxe aumento da renda de todos os chineses e permitiu que 500 milhões de pessoas deixassem de viver abaixo da linha da pobreza nos últimos 30 anos, segundo estimativa do Banco Mundial.

O que não mudou nos últimos 60 anos foi a supremacia dos comunistas e o sistema de partido único. E essa é uma reforma que não está nos planos de Pequim.

Fonte: Estadão.com.br - Blog:Cláudia Trevisan

Veja o que foi escrito sobre a compra de caças pelo Brasil

Amazônia pode ficar 10ºC mais quente até 2060, diz estudo

Um aquecimento global de 4ºC deve ter consequências dramáticas para a América Latina e pode subir as temperaturas na região amazônica entre 8ºC e 10ºC, o que levaria à destruição de grande parte da floresta, de acordo com um novo estudo do Departamento de Meteorologia britânico (Met Office).

O cenário catastrófico pode se tornar realidade já em 2060 --quatro décadas antes do previsto pelo Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas (IPCC).

"Nas nossas melhores estimativas, um aquecimento global de 4ºC aconteceria na década de 2070. Mas em uma situação extrema plausível isso poderia acontecer em 2060", disse à BBC Brasil o pesquisador Richard Betts, do Hadley Centre, a unidade do Met Office que estuda mudanças climáticas.

Os novos modelos climáticos computadorizados do Hadley Centre foram divulgados durante uma conferência na Universidade de Oxford e simulam situações em que altas emissões de dióxido de carbono são amplificadas pelo efeito de retroalimentação (feedback) dos ciclos de carbono.

Este é o nome dado por cientistas aos ciclos de absorção e liberação de carbono por florestas e oceanos.

As simulações apresentadas em Oxford indicam que a Amazônia é uma das regiões que mais vai sofrer com o aquecimento global. No entanto, para o cientista José Marengo, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), um aquecimento global de 4ºC elevaria a temperatura na região amazônica em cerca de 5ºC.

"Este tipo de acréscimo na temperatura já seria pior do que os cenários mais extremos do IPCC", disse Marengo à BBC Brasil.

Veja a matéria completa clicando aqui: Folha.Uol

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Teste seus conhecimentos com simulados do Enem

O Blog do Fovest pediu a alguns cursinhos que disponibilizassem seus simulados do Enem. Para que o teste seja mais fiel ao que você vai encontrar na hora do exame, contabilize o tempo gasto nas provas.

No total, o candidato terá dez horas, divididas em dois dias, para responder ao exame.

As provas serão aplicadas da seguinte maneira:

- 1º Dia: 45 questões de ciências da natureza e suas tecnologias e 45 questões de ciências humanas e suas tecnologias.

- 2º Dia: 45 questões de linguagens, códigos e suas tecnologias, uma redação e 45 questões de matemática e suas tecnologias.

Provas:

Humanas

Linguagens

Matemática

Natureza

Redação

Gabaritos:

Humanas

Linguagens

Matemática

Natureza

Compra de caças

O Comando da Aeronáutica informou, por nota oficial, que a comissão encarregada de analisar as propostas do programa FX-2, de renovação da frota da FAB, decidiu adiar de ontem (21/09) para o dia 2 de outubro o prazo para que as empresas finalistas melhorem suas ofertas.

Concorrem o francês Rafale, da Dassault, o norte-americano F-18 Super Hornet, da Boeing, e o sueco Gripen NG, da Saab. Todas as três decidiram rever suas ofertas originais nos itens preço, condições de pagamento e compensações para a indústria nacional. (Trecho de reportagem publicada na Folha, em 22 de setembro de 2009)

Sobre a compra de submarinos, helicópteros e caças para as Forças Armadas do Brasil, considere as seguintes afirmações:

(I) Segundo o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, a aquisição de novos equipamentos está condicionada à transferência de tecnologia, fator que evidencia a intenção do governo de num futuro próximo desenvolver no Brasil uma política industrial na área militar.

(II) O acordo diplomático entre Brasil e França ultrapassa os limites da parceria militar, pois, segundo especialistas, ao buscar uma aproximação com Paris, em detrimento dos EUA, Brasília sinaliza para o afastamento do eixo Norte-Sul e o fortalecimento do intercâmbio econômico, político e social com a Europa.

(III) Nicolas Sarkozy, presidente da França, ao consolidar a parceria com o Brasil, não está interessado apenas no crescimento do comércio bilateral -que superou os US$ 8 bilhões em 2008-, mas almeja fortalecer ainda mais a sua presença militar nesta parte da América Latina.

(IV) Do ponto de vista diplomático, o Brasil busca, através dessa aproximação com Paris, um aliado importante no cenário internacional, pois a França -que é membro do G4, países que lutam pelo fim dos subsídios na OMC- defenderá nos fóruns internacionais o ingresso do Brasil no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

(V) O Brasil, que optou pelo fortalecimento do Mercosul, recusando a criação da Alca (Área de Livre Comércio das Américas) em parceria com os EUA, agora critica a ampliação do acordo EUA-Colômbia, que em tese contribui para a ampliação da presença militar norte-americana na América do Sul.

As alternativas corretas são:

a. II, III e V

b. I, II e V

c. I, II e IV

d. II e IV

e. Todas as afirmações são verdadeiras.

Resposta:

Item I - Alternativa correta

Item II - Alternativa correta.

Item III - Alternativa incorreta. Nicolas Sarkozy, presidente da França, pretende consolidar a parceria com o Brasil porque está interessado em consolidar o comércio bilateral e também em ampliar as relações econômicas com os demais países da região. Não há nenhuma evidência de que o acordo firmado com o Brasil seja de ordem militar e também que exista por parte da França a intenção de ampliar a sua presença militar na América do Sul.

Item IV - Alternativa incorreta. Realmente, do ponto de vista diplomático, o Brasil busca, através dessa aproximação com Paris, um aliado importante no cenário internacional, pois a França é membro permanente no CS (Conselho de Segurança) das Nações Unidas. Destaque-se também que a França se manifestou favoravelmente à reforma do CS, o que poderia viabilizar o ingresso do Brasil como membro permanente. O G4 é composto por Brasil, Índia, Alemanha e Japão, países que defendem uma reforma no CS das Nações Unidas.

Item V - Alternativa correta.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Sem redução de CO2, Terra deve esquentar 4ºC

As temperaturas globais devem subir 4ºC até meados da década de 2050, caso sejam mantidas as atuais tendências de emissões de gases do efeito estufa, segundo um estudo publicado nesta segunda-feira (28) pelo Centro Hadley do Departamento Meteorológico da Grã-Bretanha.

A previsão é compatível com um relatório da ONU na semana passada, segundo o qual as mudanças climáticas estão superando as piores previsões de 2007 do Painel Intergovernamental sobre a Mudança Climática (IPCC).

"Nossos resultados estão mostrando padrões similares [ao IPCC], mas também mostram a possibilidade de que mudanças mais extremas possam acontecer", disse Debbie Hemming, coautora da pesquisa divulgada no início de uma conferência sobre a mudança climática na Universidade de Oxford.

Líderes dos principais países emissores de gases do efeito estufa reconheceram em julho a opinião científica de que, para evitar as mudanças climáticas mais perigosas, a temperatura média da Terra não pode ficar mais do que 2ºC acima dos níveis pré-industriais.

O relatório de 2007 do IPCC estimava um aquecimento de 4ºC até o final da década de 2050. O novo estudo confirma que tal aquecimento pode acontecer ainda antes, em meados da década de 2050, e sugere efeitos locais mais extremos.

Leia a matéria completa clicando aqui Folha-Uol.

domingo, 27 de setembro de 2009

Obras Completas

Do site: http://www1.curso-objetivo.br/vestibular/obras_completas.asp

Respeitando a lei brasileira de Direitos Autorais, disponibilizamos para você, aluno do Objetivo, as obras que estejam em domínio público.

Segundo a lei brasileira, uma obra só entra em domínio público 70 anos depois da morte do seu autor, não rendendo mais direitos autorais; e portanto, podem ser reproduzidas livremente por qualquer pessoa.

Muitas dessas obras estão nas listas de literatura obrigatória para diversas Faculdades e Universidades, como você poderá conferir.

Saiba mais sobre os conflitos entre as minorias étnicas na China

Mesmo com abertura econômica, a China ainda tem política repressora.
Cerca de 9% da população chinesa é formada por minorias étnicas.

A China é o tema com maior incidência nos vestibulares dos últimos anos. O candidato precisa conhecer bem as características políticas, econômicas e sociais da China.
Um dos temas fundamentais nos dois últimos anos para no país, é a questão política.

O professor de geografia Amarildo Diniz, fala sobre a repressão do governo chinês aos movimentos de minoria étnica. (Veja o vídeo clicando aqui)

"A China é um país socialista, com abertura para a economia de mercado e teve um grande crescimento econômico nas últimas décadas. Porém, não realizou uma abertura política. É um regime autoritário, que reprime opositores e as minorias étnicas. Apenas cerca de 9% da população é formada por essas minorias, que estão localizadas na porção oeste do território”, explica o professor.

Emissão de gases do efeito estufa por países ricos aproxima-se de recorde

As emissões totais dos 40 países mais industrializados do mundo somaram 18,2 bilhões de toneladas em 2005


Veja a apresentação preparada pelo "O Estado de São Paulo" clicando aqui

Mapa da exploração de petróleo e gás

Conheça os modelos para o setor adotados ao redor do mundo. (Atualizado em 14 de julho de 2009)

Veja a apresentação preparada pelo "O Estado de São Paulo" clicando aqui

sábado, 26 de setembro de 2009

Entenda as negociações do novo acordo sobre mudança climática

Veja a apresentação preparada pelo jornal "O ESTADO DE SÃO PAULO" clicando aqui

Teste seus conhecimentos sobre o Pré-sal

Segundo o conteúdo de site oficial do pré-sal (veja matéria abaixo), as reservas da bacia localizada em águas ultraprofundas podem transformar o Brasil em um dos maiores produtores mundiais de petróleo. Acerca da problemática ligada ao petróleo no Brasil, podemos afirmar corretamente que:

a. Gerou uma forte polêmica entre o notável escritor Monteiro Lobato e o Estado varguista, divididos entre nacionalistas e "entreguistas".

b. As primeiras evidências de existência de petróleo no Brasil foram verificadas no Recôncavo Baiano na década de 1950, o que gerou a criação da Petrobras em 1953.

c. A campanha pelo combustível fóssil sob o conhecido bordão "O petróleo é nosso" de fato foi patrocinada por empresas estrangeiras de capital privado acobertadas pelo governo brasileiro.

d. Este hidrocarboneto no Brasil é monopólio estatal desde a criação da Petróleo Brasileiro S.A. (lei nº 2.004/1953) até a atualidade.

e. A lei 9.478/1997 criou o Conselho Nacional do Petróleo, órgão governamental ligado ao Ministério das Minas e Energia, para definir a política petrolífera brasileira.

Resposta:

- Somente a alternativa A é válida. Tal polêmica teve início com a conhecida "Carta a Getúlio" e culminou com a prisão de Lobato, em 1941.

- A alternativa B não é válida: a referida evidência é da década de 1930, e não de 1950.

- A alternativa C é errada: o bordão advogava a nacionalização do combustível.

- As alternativas D e E estão erradas: o monopólio estatal deixa de existir no governo FHC com a criação da Agência Nacional do Petróleo.

ENTENDA O PRÉ-SAL

1. O que é o pré-sal?
O termo pré-sal refere-se a um conjunto de rochas localizadas nas porções marinhas de grande parte do litoral brasileiro, com potencial para a geração e acúmulo de petróleo. Convencionou-se chamar de pré-sal porque forma um intervalo de rochas que se estende por baixo de uma extensa camada de sal, que em certas áreas da costa atinge espessuras de até 2.000m. O termo pré é utilizado porque, ao longo do tempo, essas rochas foram sendo depositadas antes da camada de sal. A profundidade total dessas rochas, que é a distância entre a superfície do mar e os reservatórios de petróleo abaixo da camada de sal, pode chegar a mais de 7 mil metros.

As maiores descobertas de petróleo, no Brasil, foram feitas recentemente pela Petrobras na camada pré-sal localizada entre os estados de Santa Catarina e Espírito Santo, onde se encontrou grandes volumes de óleo leve. Na Bacia de Santos, por exemplo, o óleo já identificado no pré-sal tem uma densidade de 28,5º API, baixa acidez e baixo teor de enxofre. São características de um petróleo de alta qualidade e maior valor de mercado.

2. Qual o volume estimado de óleo encontrado nas acumulações do pré-sal descobertas até agora?
Os primeiros resultados apontam para volumes muito expressivos. Para se ter uma ideia, só a acumulação de Tupi, na Bacia de Santos, tem volumes recuperáveis estimados entre 5 e 8 bilhões de barris de óleo equivalente (óleo mais gás). Já o poço de Guará, também na Bacia de Santos, tem volumes de 1,1 a 2 bilhões de barris de petróleo leve e gás natural, com densidade em torno de 30º API.

3. As recentes descobertas na camada pré-sal são economicamente viáveis?
Com base no resultado dos poços até agora perfurados e testados, não há dúvida sobre a viabilidade técnica e econômica do desenvolvimento comercial das acumulações descobertas. Os estudos técnicos já feitos para o desenvolvimento do pré-sal, associados à mobilização de recursos de serviços e equipamentos especializados e de logística, nos permitem garantir o sucesso dessa empreitada. Algumas etapas importantes dessa tarefa já foram vencidas: em maio deste ano a Petrobras iniciou o teste de longa duração da área de Tupi, com capacidade para processar até 30 mil barris diários de petróleo. Um mês depois a Refinaria de Capuava (Recap), em São Paulo, refinou o primeiro volume de petróleo extraído da camada pré-sal da Bacia de Santos. É um marco histórico na indústria petrolífera mundial.

4. Como começou essa história de superação de desafios?
Em 2004 foram perfurados alguns poços em busca de óleo na Bacia de Santos. É que ali haviam sido identificadas, acima da camada de sal, rochas arenosas depositadas em águas profundas, que já eram conhecidas. Se fosse encontrado óleo, a ideia era aprofundar a perfuração até chegar ao pré-sal, onde os técnicos acreditavam que seriam encontrados grandes reservatórios de petróleo.

Em 2006, quando a perfuração já havia alcançado 7.600m de profundidade a partir do nível do mar, foi encontrada uma acumulação gigante de gás e reservatórios de condensado de petróleo, um componente leve do petróleo. No mesmo ano, em outra perfuração feita na Bacia de Santos, a Companhia e seus parceiros fizeram nova descoberta, que mudaria definitivamente os rumos da exploração no Brasil. A pouco mais de 5 mil metros de profundidade, a partir da superfície do mar, veio a grande notícia: o poço, hoje batizado de Tupi, apresentava indícios de óleo abaixo da camada de sal. O sucesso levou à perfuração de mais sete poços e em todos encontrou-se petróleo. O investimento valeu a pena.

5. Com este resultado, o que muda para a Petrobras?
Essas descobertas elevarão a empresa, ao longo dos próximos anos, a um novo patamar de reservas e produção de petróleo, colocando-a em posição de destaque no ranking das grandes companhias operadoras. Com a experiência adquirida no desenvolvimento de campos em águas profundas da Bacia de Campos, os técnicos da Petrobras estão preparados, hoje, para desenvolver as acumulações descobertas no pré-sal. Para isso, já estão promovendo adaptações da tecnologia e da logística desenvolvidas pela empresa ao longo dos anos.

6. Quais serão as contribuições dessas grandes descobertas para o desenvolvimento nacional?
Diante do grande crescimento previsto das atividades da companhia para os próximos anos, tanto no pré-sal quanto nas demais áreas onde ela já opera, a Petrobras aumentou substancialmente os recursos programados em seu Plano de Negócios. São investimentos robustos, que garantirão a execução de uma das mais consistentes carteiras de projetos da indústria do petróleo no mundo. Serão novas plataformas de produção, mais de uma centena de embarcações de apoio, além da maior frota de sondas de perfuração a entrar em atividade nos próximos anos.

A construção das plataformas P-55 e P-57, entre outros projetos já encomendados à indústria naval, garantirá a ocupação dos estaleiros nacionais e de boa parte da cadeia de bens e serviços offshore do país. Só o Plano de Renovação de Barcos de Apoio, lançado em maio de 2008, prevê a construção de 146 novas embarcações, com a exigência de 70% a 80% de conteúdo nacional, a um custo total orçado em US$ 5 bilhões. A construção de cada embarcação vai gerar cerca de 500 novos empregos diretos e um total de 3.800 vagas para tripulantes para operar a nova frota.

7. A Petrobras está preparada, tecnologicamente, para desenvolver a área do pré-sal?
Sim. Ela está direcionando grande parte de seus esforços para a pesquisa e o desenvolvimento tecnológico que garantirão, nos próximos anos, a produção dessa nova fronteira exploratória. Um exemplo é o Programa Tecnológico para o Desenvolvimento da Produção dos Reservatórios Pré-sal (Prosal), a exemplo dos bem-sucedidos programas desenvolvidos pelo seu Centro de Pesquisas (Cenpes), como o Procap, que viabilizou a produção em águas profundas. Além de desenvolver tecnologia própria, a empresa trabalha em sintonia com uma rede de universidades que contribuem para a formação de um sólido portfólio tecnológico nacional. Em dezembro o Cenpes já havia concluído a modelagem integrada em 3D das Bacias de Santos, Espírito Santo e Campos, que será fundamental na exploração das novas descobertas.

8. Como está a capacidade instalada da indústria para atender a essas demandas?
Esse é outro grande desafio: a capacidade instalada da indústria de bens e serviços ainda é insuficiente para atender às demandas previstas. Diante disso, a Petrobras recorrerá a algumas vantagens competitivas já identificadas, para fomentar o desenvolvimento da cadeia de suprimentos. Graças à sua capacidade de alavancagem, pelo volume de compras, a empresa tem condições de firmar contratos de longo prazo com seus fornecedores. Uma garantia e tanto para um mercado em fase de expansão. Além disso, pode antecipar contratos, dar suporte a fornecedores estratégicos, captar recursos e atrair novos parceiros. Tudo isso alicerçado num programa agressivo de licitações para enfrentar os desafios de produção dos próximos anos.

9. Quais os trunfos da Petrobras para atuar na área do pré-sal?
Em primeiro lugar, a inegável competência de seu corpo técnico e gerencial, reconhecida mundialmente; a experiência acumulada no desenvolvimento dos reservatórios em águas profundas e ultraprofundas das outras bacias brasileiras; sua base logística instalada no país; a sua capacidade de articulação com fornecedores de bens e serviços e com a área acadêmica no aporte de conhecimento; e o grande interesse econômico e tecnológico que esse desafio desperta na comunidade científica e industrial do país.

10. Que semelhanças podem ser identificadas entre o que ocorreu na década de 80, na Bacia de Campos, e agora, com o pré-sal?
De fato, as descobertas no pré-sal deixam a Petrobras em situação semelhante à vivida na década de 80, quando foram descobertos os campos de Albacora e Marlim, em águas profundas da Bacia de Campos. Com aqueles campos, a Companhia identificava um modelo exploratório de rochas que inauguraria um novo ciclo de importantes descobertas. Foi a era dos turbiditos, rochas-reservatórios que abriram novas perspectivas à produção de petróleo no Brasil. Com o pré-sal da Bacia de Santos, inaugura-se, agora, novo modelo, assentado na descoberta de óleo e gás em reservatórios carbonáticos, com características geológicas diferentes. É o início de um novo e promissor horizonte exploratório.

Veja também:

Uma nova fronteira

Cada vez mais fundo

Os desafios do pre sal

Fonte: Petrobras

Mudanças no El Niño devem agravar furacões e secas, diz estudo

As mudanças sofridas pelo fenômeno climático El Niño em consequência do aquecimento global devem intensificar as secas na Ásia e enfraquecer seu efeito apaziguador sobre os furacões do oceano Atlântico, indica um estudo publicado na quinta-feira (24).

Até hoje, o fenômeno tropical --que se manifesta a cada quatro ou cinco anos-- aconteceu geralmente em uma ampla faixa do Equador no Pacífico leste.

Assim ocorre com o atual El Niño, que deve durar até 2010, como informou no mês passado a Organização Meteorológica Mundial (OMM).

O El Niño influencia as condições meteorológicas de todo o mundo, provocando secas na Indonésia, Austrália, Índia e no leste do Brasil, assim como chuvas torrenciais na costa sudeste americana e em partes da América do Sul.

Além disso, eleva a temperatura da superfície dos mares no Caribe e no Atlântico, o que ajuda a prevenir a formação de furacões na região e a reduzir sua intensidade.

O aquecimento global, no entanto, está aparentemente criando uma forma alternativa do El Niño que pode se tornar mais frequente nas próximas décadas, chegando a Pacífico central, segundo o estudo divulgado na revista "Nature".

"Há dois El Niños", afirma Ben Kirtman, professor da Universidade de Miami e coautor do trabalho.

"Junto com o El Niño do leste do Pacífico, está se desenvolvendo um segundo Niño no Pacífico central", explica o especialista em um comunicado. Os dois fenômenos não acontecem ao mesmo tempo, acrescentou.

A situação pode trazer más notícias em pelo menos duas partes do mundo, alertam os pesquisadores.

Na Ásia, o fenômeno pode intensificar as secas que arrasaram o continente nas últimas décadas.

No Atlântico, pode reduzir os efeitos positivos do El Niño para mitigar a força dos furacões no Caribe e na costa leste dos Estados Unidos.

Fonte: Folha-UOL

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Com quase 7 bi, população mundial preocupa

Pense na maior multidão com a qual você já esteve --talvez 50 mil pessoas em um estádio. Em apenas 6 horas a partir de agora, haverá mais este número de pessoas no mundo, e outras 50 mil nas próximas 6 horas, e assim por diante. Não é de admirar que o aumento da população humana é visto, muitas vezes, como um dos maiores problemas do nosso mundo.

Há quase 7 bilhões de seres vivos atualmente, o dobro do que havia em 1965, com a adição média de 75 milhões de pessoas por ano. Projeções da ONU dizem que pode haver um adicional entre 2 e 4 bilhões até 2050. O planeta jamais passou por algo semelhante.

O mundo consegue sustentar este crescimento populacional? É uma questão controversa. Embora esteja claro que a população não possa aumentar para sempre, a história está repleta com terríveis, mas falhas, previsões de fome e morte resultantes da superpopulação. A mais famosa delas é a de Thomas Malthus, que alertou, há mais de dois séculos, que a população seria mantida "sob controle" pela elevação da mortalidade. O que ele não previu foi a capacidade das sociedades recém-industrializadas para suportar um grande número de pessoas.

Hoje, o "problema populacional" está de volta à agenda. No começo deste ano, o conselheiro científico do governo britânico John Beddington projetou uma população sob crise global em 2030.

Leia a matéria completa clicando aqui: folha.uol.com.br

Saiba mais sobre as fontes alternativas de energia do Brasil

Professor destaca três fontes de energia em expansão no país. Pelo menos quatro estados já investem no biodiesel.

No Brasil, a maior quantidade de energia elétrica é produzida por usinas hidrelétricas, porém a exploração de fontes alternativas de energia está crescendo.

O professor de geografia, Amarildo Diniz, fala sobre as três importantes fontes alternativas de energia que estão se expandindo pelo Brasil: biodiesel, energia eólica e energia solar.

Assita o vídeo clicando aqui

Aproveitando as vocações locais, os estados do Pará, Piaúi, Minas Gerais e Rio Grande do Sul estão investindo na implantação de usinas de biodiesel. Há também um grande crescimento da energia eólica no país. “As áreas de maior potencial para instalação de usinas eólicas, com maior velocidade e regularidade nos ventos, são o litoral do estado do Ceará e Osório, no Rio Grande do Sul”, explica o professor.

Regiões com intensa insolação e menor nebulosidade, como o sertão nordestino semiárido e a região central do Brasil, se destacam no aproveitamento da energia solar.

Fonte: g1.globo.com

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Entenda os principais problemas ambientais enfrentados pelo Brasil

Foco da discussão ambiental no país é a Floresta Amazônica.
Agropecuária e mineração estão entre as causas de desmatamento.


Os vestibulares frequentemente abordam quatro problemas ambientais enfrentados pelo Brasil: as voçorocas no Centro-Sul, a desertificação no Nordeste, a arenização dos solos no Sul do país e o desmatamento da Amazônia.

Amarildo Diniz, professor de geografia, explica que com o avanço do agronegócio houve a intensificação dos processos erosivos, principalmente no Centro-Sul, que originaram as voçorocas.

A destruição da caatinga e a expansão das atividades agropecuárias no semiárido nordestino causaram a desertificação dos solos no sertão. No Rio Grande do Sul, o problema é a arenização dos solos, decorrente do processo inadequado de ocupação da região e do desmatamento das pradarias.

Assita o vídeo clicando aqui.


De acordo com o professor, o foco da discussão ambiental no país é a Amazônia. “Há uma preocupação muito grande com a devastação da Floresta Amazônica. Temos duas frentes de desmatamento: no sul, nos estados do Mato Grosso e Pará, e no norte, entre os estados do Amapá, Pará e Roraima.”


O avanço da agropecuária, a produção de soja, a mineração e a exploração ilegal de madeira são os principais vetores de desmatamento da Amazônia, segundo Diniz.

"Fábricas" de células receberão verba de R$ 6,6 mi do BNDES

Dois centros, um no Paraná e o outro em Ribeirão Preto (SP), vão receber R$ 6,6 milhões do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para se transformar em "fábricas" de células-tronco adultas. A ideia é refinar as técnicas de laboratório que permitem cultivar essas células, para que seja possível distribuí-las para instituições de pesquisa biomédica em todo o Brasil.

A Fundação Hemocentro de Ribeirão Preto, ligada à USP, deve contar com R$ 3,57 milhões em recursos do BNDES, enquanto o Centro de Tecnologia Celular da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) vai receber R$ 3,04 milhões. As duas instituições já aplicaram tratamentos experimentais com células-tronco em pequenos grupos de pacientes, com sucesso considerável contra doenças como diabetes tipo 1, esclerose múltipla e problemas cardiovasculares.

Os pesquisadores vão trabalhar com dois tipos de células-tronco adultas, as mesenquimais (obtidas principalmente da medula óssea) e as células progenitoras endoteliais (cuja fonte mais promissora é o sangue do cordão umbilical).

As primeiras parecem ser capazes de dar origem ao tecido muscular, ósseo e adiposo (gordura), além de controlar o sistema de defesa do organismo, enquanto as endoteliais podem reconstruir vasos sanguíneos, o que faz delas armas interessantes contra males cardíacos e circulatórios, como isquemias.

Segundo o BNDES, a ideia é que ambos os centros "abasteçam" as instituições que fazem parte da Rede Nacional de Terapia Celular. "Vamos ser capazes de atender os membros da rede que necessitarem de um tipo específico de célula", explica Paula Hansen Suss, responsável pelo controle de qualidade do centro da PUC-PR.

"Se for necessário captar as células de alguém em Salvador e expandi-las [multiplicá-las] em laboratório, será viável fazer isso", diz Suss, que é orientanda de doutorado de Paulo Roberto Brofman, coordenador do centro paranaense.

Para a pesquisadora, o financiamento é mais um passo rumo ao uso clínico disseminado das células-tronco -caso elas realmente sejam eficazes. "Para a rede pública de saúde, é um investimento que vale a pena."

Fonte: Folha.uol

Aquecimento global pode ser desastroso para saúde, alertam médicos

O possível fracasso de países membros em firmar um novo acordo para mudanças climáticas na cúpula da ONU (Organização das Nações Unidas) em dezembro resultará em uma "catástrofe global de saúde", na opinião de 18 entidades médicas internacionais.

Em carta publicada nas revistas especializadas "Lancet" e "British Medical Journal", as entidades pedem a médicos em todo o mundo que "assumam a liderança" no debate sobre o assunto.

Em editoriais, as duas publicações especializadas afirmam ainda que o impacto será maior sobre habitantes de países tropicais pobres. As revistas argumentam que conter as mudanças climáticas poderia trazer outros benefícios, como dietas mais saudáveis e um ar mais puro.

A cúpula da ONU marcada para dezembro, em Copenhague, na Dinamarca, vai discutir um novo tratado global para o clima, que substituirá o Protocolo de Kyoto.

No entanto, as negociações preparatórias tem sido prejudicadas pela falta de acordo em questões como quanto das emissões de gases associados ao efeito estufa deve ser cortado e como financiar a proteção climática para os países mais pobres.

"Existe um perigo real de que os políticos estejam indecisos, especialmente em tempos de turbulência econômica como estes", diz a carta assinada por diretores de 18 faculdades de medicina e de outras disciplinas médicas.

"Se as respostas (dos políticos) forem fracas, os resultados para a saúde internacional podem ser catastróficos."

Risco Crescente

No início do ano, a Lancet publicou, em associação com a University College London, uma grande avaliação dos impactos da mudança climática sobre a saúde.

O levantamento concluiu que o aumento na temperatura global deverá aumentar a transmissão de doenças infecciosas, reduzir suprimentos de comida e água pura em países em desenvolvimento e aumentar o número de pessoas morrendo por problemas associados ao calor em regiões de clima temperado.

Mas a avaliação também reconhecia algumas lacunas na pesquisa. Por exemplo, "quase não existem dados confiáveis sobre mortalidade induzida por ondas de calor na África ou no sul da Ásia".

Os editoriais da "Lancet" e do "British Medical Journal", que acompanham a carta das entidades médicas, argumentam que a mudança climática fortalece as propostas que organizações governamentais ligadas à saúde e ao desenvolvimento já vêm defendendo.

"Mesmo sem mudança climática, o argumento a favor de energia limpa, carros elétricos, proteção de florestas, eficiência no uso de energia e novas tecnologias agrícolas é forte", diz o texto. "A mudança climática torna-o irrefutável."

O editorial, escrito conjuntamente por Michael Jay, presidente da ONG de saúde Merlin, e por Michael Marmot, da UCL, diz ainda que existem várias soluções possíveis.

"Uma economia de baixas emissões de carbono vai significar menos poluição", afirma o editorial. "Uma alimentação com baixas emissões de carbono (especialmente com menor consumo de carne) e mais exercícios vão significar menos problemas como câncer, obesidade, diabetes e doenças cardíacas."