sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Os seis fatos mais importantes para sair da confusão sobre mudanças climáticas

O climatologista americano Richard Somerville, como vários grandes cientistas, está preocupado com o nível de desinformação das pessoas sobre as mudanças climáticas. É o que ele conta em um artigo publicado na revista científica Climatic Change. Somerville, professor de oceanografia do Instituto Scripps, propõe uma estratégia para combater a confusão do público.

“O ignorância disseminada do público sobre assuntos científicos ilustra uma falha importante da educação”, diz Somerville. Ele acredita que muitos dos alunos secundaristas que sabem pouco sobre ciência climática hoje infelizmente vão virar adultos, alguns com diploma universitário, que continuarão sabendo pouco sobre o assunto. Isso é uma tragédia considerando que o mundo precisa, na próxima década, tomar medidas drásticas para evitar as piores conseqüências do aquecimento global.

“Realisticamente, não teremos chance de educar o público em geral sobre conhecimentos profundos da ciência em tão pouco tempo. Enquanto isso, uma campanha bem financiada de desinformação está conseguindo semear confusão. E muitas pessoas acham erradamente que a ciência climática não é confiável ou que é controversa dentro da comunidade científica”, afirma Somerville. Para ele, a tarefa mais urgente para os cientistas é fornecer ao público orientações básicas para reconhecer e rejeitar a falsa informação científica. Ele detalha essas dicas em seis princípios básicos. O que ele diz:

1. As conclusões essenciais da ciência são incontroversas

O mundo está esquentando. Há vários tipos de evidências: temperatura do ar e do oceano, derretimento de geleiras, elevação dos mares e outras. As atividades humanas são a principal causa disso. O aquecimento não é natural. Não é causado pelo Sol, por exemplo. Sabemos disso porque podemos medir o gás carbônico produzido pelo homem. E ele é mais forte do que as mudanças no Sol, que também medimos.

2. O efeito estufa é bem compreendido

Ele é tão real quando a força da gravidade. As fundações da ciência que o estuda têm mais de 150 anos. O Dióxido de carbono (gás carbônico) na atmosfera retém o calor. Sabemos que o gás carbônico está aumentando porque medimos. Sabemos que isso vem de atividades humanas, como queima de combustíveis fósseis, porque podemos analisar as evidências químicas disso.

3. As previsões climáticas estão se confirmando

Muitas mudanças climáticas já observadas, como a elevação do mar, estão dentro das escalas mais altas das previsões. Algumas, como o derretimento das geleiras, estão ocorrendo mais rápido que o antecipado nos piores cenários. Medidas urgentes são necessárias para manter as mudanças climáticas dentro de um padrão moderado.

4. Os argumentos típicos dos céticos já foram refutados várias vezes

Os contra-argumentos estão em muitos sites e livros. Por exemplo, os mecanismos que causam mudanças climáticas naturais são irrelevantes diante do aquecimento atual. Sabemos por que as eras do gelo vêm e vão. Elas são efeito de mudanças na órbita na Terra, que levam milhares de anos. O aquecimento de agora, observado em poucas décadas, não pode ser explicado por processos tão lentos quanto mudanças de órbita.

5. A ciência tem seus próprios padrões

A ciência não funciona com pessoas sem qualificações fazendo afirmações na TV ou na internet. Ela é o fruto do trabalho de especialistas que pesquisam e publicam os resultados em revistas científicas revisadas por outros especialistas. Outros cientistas podem examinar a pesquisa, repeti-la e avançar a partir dela. Os resultados válidos são confirmados. Os errados são expostos e abandonados.

6. As principais organizações científicas do mundo concordam com a ciência climática

Essas organizações, como academias nacionais de ciência ou sociedades profissionais, examinaram os resultados das pesquisas e confirmaram suas conclusões. Seria tolice imaginar que milhares de cientistas do clima no mundo todo participam de uma conspiração para enganar o público. Também é tolice achar que pequenos erros no extenso relatório do IPCC (painel de ciência climática da ONU) pode invalidá-lo. Ele é o melhor ponto de partida para enfrentar o desafio das mudanças climáticas.

A imagem acima, da Nasa, agência espacial americana, mostra as fontes de gás carbônico da Terra. Foi feita por satélites em 2003. As áreas em vermelho são pontos com concentração de emissões. As em azul são locais onde há absorção do gás.


Fonte: Época - Globo.com

Como jogar fora facas e tesouras


Objetos metálicos podem ser perfeitamente reciclados. Isso vale para os pontudos e cortantes, como tesouras, alicates de unha e facas. Mas é perigoso jogá-los no lixo simplesmente. As lâminas, mesmo gastas ou enferrujadas, ainda podem romper o saco de lixo e ferir que for fazer a coleta. O que fazer? Para responder, convidamos Gustavo Gladzik, do Laboratório Químico e de Meio Ambiente, da Mundial.

Época: Quando devo descartar facas e tesouras?
Gustavo Gladzik: Por serem produtos de grande durabilidade, principalmente as tesouras, seu descarte depende diretamente da maneira com que são utilizados. Em uso doméstico, por exemplo, se bem cuidados, mantidos limpos, secos, afiados e lubrificados, esses produtos podem durar muitos anos.

Época: Se houver algum sistema de reciclagem ou coleta seletiva em minha casa, devo jogar facas e tesouras velhas no lixo reciclável?
Gustavo: Os materiais que compõem as facas (aço e plástico) são materiais totalmente recicláveis. Logo, na impossibilidade de devolver o fabricante, o consumidor pode descartá-lo no lixo reciclável. Lembrando que independente do que for descartado no lixo reciclável, de um pote de iogurte a uma faca, ele deve estar limpo, até mesmo para evitar odores desagradáveis e insetos.

Época: Se não houver separação, como na maior parte dos municípios do país, e eu tiver que jogar tudo junto no mesmo saco de lixo, como faço? Devo embrulhar facas e tesouras com algum jornal ou algo assim para proteger quem for fazer a coleta?
Gustavo: Se não houver coleta seletiva no município, deve-se devolver para o fabricante ou entregar em uma cooperativa de catadores. Jamais aconselhamos descartar em um lixo comum, pois são peças afiadas, de grande risco em aterros e lixões, para os catadores que normalmente lá trabalham. Sempre que houver o descarte deste tipo de materiais, independente de ser no lixo reciclável, deve-se ter os mesmos cuidados de quando descartamos vidro. Por exemplo: embrulhar em bastante jornal, se possível colocar dentro de uma caixa de papelão identificando que se trata de material cortante. Outra opção é enviar para a Mundial, se o produto for de nossa marca. O cliente encaminha seus itens para cá, ficando responsável pelos custos de correio. A Mundial após receber os produtos, realiza uma triagem separando os itens por materiais (separa os cabos das facas da lâmina, por exemplo) e envia cada tipo de material ao seu correto destino, como empresas de reciclagem.

Veja também como descartar:

1. Chiclete
2. Lâmpada incandescente
3. Caixa longa vida
4. Tubo de pasta de dente
5. Remédio vencido


Fonte: Época - Globo.com

domingo, 24 de outubro de 2010

Veja ranking das regiões mais vulneráveis a mudanças climáticas

O Sul da Ásia é a região do mundo mais vulnerável às mudanças no clima, com sua crescente população superexposta a inundações, secas, tempestades e elevação do nível do mar. Esse é o resultado de uma consulta feita com 170 países publicada nesta quarta-feira.

Dos 16 países listados como em risco "extremo" devido às mudanças climáticas nos próximos 30 anos, cinco são do sul da Ásia, com Bangladesh e Índia em primeiro e em segundo lugares, Nepal em quarto, Afeganistão em oitavo e Paquistão em 16º. O Brasil (81º), a China (49º) e o Japão (86º) estão na categoria de "alto risco".

O Índice de Vulnerabilidade pelas Mudanças Climáticas, compilado pela britânica Maplecroft, uma empresa global de aconselhamento de riscos, pretende ser um guia para o investimento estratégico e a adoção de políticas.

O barômetro é baseado em 42 fatores sociais, econômicos e ambientais, inclusive a capacidade de resposta do governo, de forma a avaliar o risco para a população, os ecossistemas e os negócios em função das mudanças climáticas.

O Sul da Ásia é especialmente vulnerável por causa de mudanças em padrões climáticos que resultam em desastres naturais, como as inundações no Paquistão e Bangladesh, neste ano, que afetou mais de 20 milhões de pessoas, disse Maplecroft.

"Há evidências crescentes de que as mudanças climáticas aumentam a intensidade e a frequência de eventos climáticos", disse a analista ambiental da empresa, Anna Moss.

"Mudanças muito pequenas de temperatura podem ter impactos maiores no ambiente humano, incluindo mudanças na disponibilidade hídrica e na produtividade agrícola, a perda de terra por causa da elevação do nível do mar, bem como a disseminação de doenças", acrescentou.

Veja a reportagem completa clicando aqui: Folha.com

Mundo perde anualmente áreas cultivadas equivalentes a uma Itália, diz ONU

A cada ano são perdidas no mundo 30 milhões de hectares cultivados, o equivalente à superfície da Itália, devido à degradação ambiental, à industrialização e à urbanização, disse um especialista da ONU (Organização das Nações Unidas).

"Esta tendência tem consequências dramáticas para milhões de agricultores, pescadores e povos indígenas", assegurou Olivier de Schutter, enviado especial da ONU sobre o direito à alimentação, ao apresentar seu relatório à Assembleia Geral na quinta-feira.

"Hoje, 500 milhões de pequenos agricultores sofrem de fome porque seu direito à terra é atacado", comentou.

"Enquanto as populações rurais aumentam e a competição com as grandes entidades industriais cresce, as parcelas cultivadas pelos pequenos exploradores diminuem ano a ano. Os agricultores são frequentemente deslocados a solos áridos, montanhosos ou sem irrigação", acrescentou.

O relatório destaca que a combinação entre a degradação ambiental, a urbanização e as compras de grandes terrenos por investidores etrangeiros é "um coquetel explosivo".

Fonte:Folha.com

Destruição de rios e lagos ameaça saúde e alimentos, diz ONU

Danos causados aos rios, pântanos e lagos ameaçam desestabilizar a diversidade das espécies de peixes de água doce, apresentando um risco à segurança alimentar, nutrição de pessoas e rendimentos do setor, informou um relatório apoiado pela ONU nesta sexta-feira(22/10/2010).

Rios e lagos são a fonte de 13 milhões de toneladas de peixe ao ano em uma indústria que emprega 60 milhões de pessoas, segundo um estudo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Unep) e do Centro Mundial do Peixe.

Peixes de água doce também são importantes para a nutrição, principalmente na África e em partes da Ásia, por fornecerem micronutrientes como vitamina A, cálcio, ferro e zinco, acrescentou o relatório.

Esses fatores, segundo o estudo, aumentam o risco para os seres humanos da destruição de ecossistemas de água doce e há urgência em protegê-los da poluição, das mudanças climáticas, sobrepesca e construção de usinas hidrelétricas.

O relatório foi divulgado paralelamente à reunião das Nações Unidas que está sendo realizada até o dia 29 em Nagoia, no Japão. A reunião tem como objetivo pressionar governos e empresas a contribuírem mais no combate ao acelerado desaparecimento de espécies de animais e plantas.

Apesar da produção pesqueira ter aumentado na Ásia e na África nos últimos 40 anos, a pesca em outras regiões nivelou e em alguns casos, tem sofrido queda, principalmente devido aos danos ambientais, segundo o relatório.

Fonte:Folha.com

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Eólica deve suprir 12% da demanda até 2020


A energia eólica deverá atender 12% da demanda elétrica mundial em 2020 e poderá chegar a 22% em 2030. É o que mostra estudo publicado pelo Conselho Mundial de Energia Eólica (GWEC), em parceria com o Greenpeace. O levantamento indica que essa fonte terá participação estratégica na redução das emissões de gases-estufa.

Fonte:Estadão.com

Saiba mais:
-Infoescola.com

-Wikipedia.org
-

ONU lança em Nagoya relatório sobre proteção da vida marinha

Cenário para 2050 é de queda da produtividade dos oceanos; pesca deve se voltar para espécies menores

Os ecossistemas marinhos do mundo estão sob risco de deterioração nas próximas décadas, com os oceanos ameaçados pela poluição, a sobrepesca e as mudanças climáticas, mostrou um relatório das Nações Unidas nesta terça (18/10/2010).

O relatório do Programa da ONU para o Meio Ambiente (PNUMA), baseado em estudos de 18 regiões, prevê que a produtividade vai cair em quase todas elas por volta de 2050, com a pesca se voltando para espécies menores da porção inferior da cadeia alimentar.
O relatório foi lançado como um dos esforços de quase 200 países unidos em uma conferência da ONU em Nagoya, no Japão, com foco na proteção e restauração de ecossistemas como florestas, recifes de coral e os oceanos que dão suporte a subsistência de muitas comunidades e economias.
As temperaturas da superfície dos mares poderá aumentar até 2100 se nenhuma providência for tomada para tentar deter as mudanças climáticas, afetando os recifes de coral e outros organismos marinhos, afirma o relatório.
Uma outra ameaça é um aumento contínuo do nível de nitrogênio, que pode desencadear a proliferação de algas e levar ao envenenamento de peixes e da vida marinha.
"Serviços que valem milhões de dólares, incluindo a pesca, o controle climático e aqueles relativos à indústria do turismo estão sob risco se os impactos no ambiente marinho continuarem", disse Achim Steiner, presidente do PNUMA em um comunicado.
"Este relatório global, baseado em 18 relatórios regionais, destaca que a ambição das ações tem agora de ganhar a escala e a urgência do desafio que está a nossa frente."

Fonte: Estadão.com

domingo, 17 de outubro de 2010

Catadores usam lixo para conseguir luz e água quente no Egito

Catadores de lixo da comunidade de Zabbaleen, no Cairo, construíram aquecedores solares com materiais recicláveis que proporcionam a eles água limpa e quente.

Assim, para os habitantes deste bairro, tornou-se coisa do passado aquecer água na estufa ou com querosene, prática que anualmente causa morte de pessoas por acidentes.

O autor intelectual --e principal executor-- dessa ideia é o cientista americano Thomas Culhane. Apaixonado pela criação de cidades sustentáveis, se mudou para a favela do Cairo há quatro anos para iniciar o projeto. Mas a atividade na comunidade, onde vivem cerca de 50 mil pessoas entre montanhas de lixo, não termina por aí, já que em alguns lares também foram construídos sistemas que permitem obter gás e eletricidade a partir da decomposição dos resíduos orgânicos.

A missão de sua ONG, Solar Cities, é proporcionar infraestrutura e diminuir as despesas das famílias, além de preservar o meio ambiente.

Fonte: Folha.com - Veja o vídeo clicando aqui.

Mudanças demográficas afetarão o clima, dizem especialistas

O mundo provavelmente estará bem mais lotado até 2100, e as mudanças demográficas dessa população --quantos indivíduos a mais, com que idade e vivendo onde-- vão afetar as emissões de gases do efeito estufa, disseram pesquisadores.

Desacelerar o crescimento populacional é algo que poderia ter um profundo efeito nas emissões de poluentes pelo uso de combustíveis fósseis, o que é um fator importante para o aquecimento global, mas só isso não evitará os impactos mais graves da mudança climática, segundo o estudo.

Há muito tempo os cientistas correlacionam o crescimento populacional às emissões de gases do efeito estufa, mas até agora eles não haviam estudado os efeitos das mudanças demográficas que devem acompanhar o aumento populacional.

A tendência para este século é que a população envelheça e se urbanize, e que se concentre em grupos menores --em vez das grandes famílias--, conforme o estudo de pesquisadores de EUA, Alemanha e Áustria, publicado na revista "Proceedings", da Academia Nacional de Ciências dos EUA.

Fonte: Folha.com - Veja a reportagem completa clicando aqui

Água será o problema mais sério da próxima década, diz conselheiro britânico

A falta de água pode se tornar o problema mais sério da próxima década, atrelada ao crescimento mundial da população, alertou o principal conselheiro científico do governo britânico, John Beddington.

As mudanças climáticas vão levar a mais secas e inundações, o que acarretaria problemas com o suplimento de água fresca. "Crescimento populacional, aumento da riqueza e da urbanização, e mudanças climáticas, tudo representa grandes problemas para a humanidade", disse Beddington durante encontro global sobre clima e energias alternativas. "Mas a disponibilidade de água fresca será o primeiro problema a ser solucionado", completou.

A população mundial de aproximadamente 6,6 bilhões de pessoas deve aumentar 2,5 bilhões até 2050. Segundo um estudo das Nações Unidas, em regiões da África, um contingente formado por 90 milhões a 220 milhões de pessoas enfrentarão problemas de suprimento de água já em 2020.

Segundo o conselheiro, cada país deveria focar em seus recursos naturais e de produção, além de tecnologias com baixas emissões de carbono, que, no caso do Reino Unido, envolvem a energia eólica e a nuclear. "Está bem claro que essas tecnologias serão importantes", disse.

Sobre o recente anúncio do governo de cortar o orçamento para pesquisas científicas --o protesto público mais recente reuniu cerca de 2.000 pessoas no último domingo--, Beddington disse que preferiria ver um corte zero a qualquer mudança.

Fonte:Folha.com

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Decisão encerra luta jurídica a favor de célula de embrião no país


O Diário Oficial da União publicou no dia16/08/2010 a decisão definitiva do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a legalidade do uso de células-tronco embrionárias em pesquisas científicas.

A publicação indica o chamado "trânsito em julgado" do processo, ou seja, quando não é mais possível entrar com recursos para questionar a decisão do Supremo, anunciada em maio de 2008.

Na ocasião, o STF concluiu, mediante votação, que o uso científico de células-tronco embrionárias, originadas de embriões congelados, não é inconstitucional, pois não caracteriza aborto.

"Alegava-se que o uso desses embriões estava destruindo vidas. No entanto, 95% dos embriões congelados, se usados, não gerariam vida", afirma a geneticista da USP, Mayana Zatz.

O assessor jurídico da CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil), Paulo Leão, ressalta, no entanto, que o STF não se posicionou a favor ou contra essas pesquisas.

"O Supremo apenas diz que não é inconstitucional. O ministro Gilmar Mendes mostrou que nossa legislação sobre o tema é insuficiente", analisa. Para ele, "o debate ético sobre as pesquisas continua em aberto". A Igreja Católica condena os estudos.

A ação questionando a constitucionalidade das pesquisas partiu da Procuradoria Geral da União, com a participação de instituições que questionam as pesquisas, como a CNBB. O processo começou a tramitar em 2005. Agora, será arquivado.

Fonte: Folha.Uol.com.br

domingo, 15 de agosto de 2010

Vestibular - G1: Aulas da semana

Aulas de 02 a 07 de agosto

02/08 - Química - Reações de simples troca ou deslocamento.
03/08 - Filosofia - Indicações do que pode cair no vestibular.
04/08 - Biologia - Resíduos sólidos, conhecidos popularmente como lixo.
05/08 - Geografia - Os biocombustíveis.
06/08 - Física - Fibra óptica e suas aplicações na internet banda larga.
07/08 - História - Controle do comportamento escravo.

Assista às aula clicando aqui: g1.globo.com/vestibular

Saiba mais:

- Youtube - Reação química e Exercicios

- Educação.uol - Reações químicas : Síntese, análise e deslocamento, dupla-troca

- Ecolnews - Resíduos sólidos

- G1 - Entenda o novo marco regulatório para o lixo no Brasil

- Biodieselbr.com.br - Sobre os biocombustíveis

- G1 - Agroenergia: a hora do biocombustível

- Educação.uol.com.br - Escravidão no Brasil

- E-física.if.usp.br - Refração da luz

- Educar.sc.usp.br - Refração

domingo, 8 de agosto de 2010

Assembleia da ONU declara direito à água, mas com polêmica

A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou no dia 28/07 uma resolução afirmando o direito universal à água e ao saneamento, porém mais de 40 países se abstiveram, dizendo que o tema não está contemplado no direito internacional.

Cerca de 884 milhões de pessoas carecem de acesso à água potável no planeta, mais de 2,6 bilhões não têm saneamento básico, e cerca de 1,5 milhão de crianças menores de 5 anos morrem a cada ano por causa de doenças vinculadas à água e ao saneamento, segundo países patrocinadores da resolução.

A medida, que foi apresentada pela Bolívia e não é de cumprimento obrigatório, diz que o direito à água potável e ao saneamento é "um direito humano essencial ao pleno desfrute da vida e de todos os direitos humanos."

E, numa cláusula que parece lançar sobre os países ricos o ônus de corrigir a situação, o texto pede aos governos e organizações internacionais que "intensifiquem os esforços" para fornecer água potável e saneamento a todos.

A resolução foi aprovada por 122 votos a favor, nenhum contra e 41 abstenções, principalmente de países desenvolvidos.



CONSULTORA

Os países que se abstiveram alegaram que uma especialista independente, a advogada portuguesa Catarina de Albuquerque, deve apresentar no ano que vem ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, as obrigações dos países a respeito de água e saneamento.

Eles acusaram os patrocinadores da resolução de tentarem esvaziar as conclusões da especialista.

John Sammis, representante dos EUA, disse que a resolução "fica aquém de obter o apoio unânime dos Estados membros e pode até prejudicar o trabalho em andamento em Genebra." Ele disse que a apresentação da resolução foi precipitada.

A delegada britânica Nicola Freedman afirmou que Londres "não acredita que exista no momento suficiente base legal sob o direito internacional para declarar ou reconhecer a água ou o saneamento como direitos humanos à parte."

Já a entidade norte-americana Food & Water Watch qualificou a resolução como histórica. "É hora de chegar ao consenso de que os pobres do mundo merecem o reconhecimento desse direito humano, sem mais demora ou equívoco", disse o grupo em nota na qual acusou os EUA de "obstruírem o reconhecimento do direito humano à água."

Fonte: Folha-Uol.com.br

Maioria das espécies invasoras chega ao Brasil de navio

O Brasil tem mais de 50 espécies invasoras marinhas. Esse número deve aumentar, já que não se sabe como barrar a chamada bioinvasão, que pega carona no lastro de navios em 55% dos casos.

O dado é do Ministério do Meio Ambiente, que aponta a água de lastro das embarcações internacionais como a principal vilã do problema.


Para aumentar a estabilidade quando descarregados, os navios se enchem de água num tanque que atua como lastro. Entre um porto e outro, espécies viajam clandestinas nos tanques e chegam aos novos habitats.

Isso acarreta perda da biodiversidade na costa, pois as espécies nativas, forçadas a concorrer com as invasoras, podem acabar extintas. Desde 1600, 39% das extinções com causas conhecidas estavam relacionadas à competição com espécies invasoras.

Com os barcos trazendo espécies marinhas para cá e para lá, a biodiversidade também diminui. "É uma homogeneização, podemos acabar tendo uma biota global", diz Rosa de Souza, bióloga da Universidade Federal Fluminense, que apresentou os dados no encontro da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, em Natal.

Os biólogos estão preocupados, porque há espécies invasoras especialmente problemáticas, como algas tóxicas que afloram em praias turísticas ou espécies que causam danos à saúde, como a bactéria do cólera.

No Brasil, o caso mais famoso é o do mexilhão-dourado, espécie asiática que chegou ao país em 1998 e, sem predadores, virou praga. Ele gruda nos equipamentos das usinas hidrelétricas, atrapalhando o fluxo de água.

"Há mais de dez anos os países procuram soluções", diz o biólogo Flávio da Costa Fernandes, do Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira, da Marinha.

CONVENÇÃO

Em 2004, a Organização Marítima Internacional propôs uma convenção sobre a água de lastro, com medidas como fazer com que os navios renovem o conteúdo dos tanques no meio do oceano. No entanto, mesmo essa troca não eliminaria totalmente o problema, já que muitos organismos resistiriam a ela.

Outra sugestão seria obrigar os barcos a tratar a água de lastro. "Mas ainda não há tecnologia desenvolvida para isso", diz Fernandes.

A convenção já foi ratificada por 26 países (inclusive o Brasil), mas precisa de pelo menos 30 para entrar em vigor. O Brasil já obriga os navios que passam pelos seus portos a fazer a troca oceânica, entre outras exigências.

A bioincrustação (acúmulo de organismos no casco) também leva espécies pelo mundo. O uso de tintas especiais poderia evitar o problema, mas muitos navios não fazem a pintura periódica.

Fonte: Folha-Uol.com.br

EUA desperdiçam mais energia com comida que petróleo disponível

Mais energia é desperdiçada com comida perfeitamente comestível descartada nos Estados Unidos anualmente que a disponível em reservas de petróleo e gás na costa do país.

Estimativas recentes sugerem que 16% da energia consumida nos EUA é utilizada para produzir comida. No entanto, pelo menos 25% da comida é desperdiçada todo ano.

Michael Webber e Amanda Cuellar, do Centro para Políticas Internacionais de Energia e Ambiente, na Universidade do Texas, em Austin, calculam que isto é o equivalente a cerca de 2.150 trilhões de quilojoules perdidos por ano.

Isso é mais do que se poderia obter a partir de muitas estratégias populares para melhorar a eficiência energética.

BIOCOMBUSTÍVEL

É também mais que as projeções sobre quanta energia os EUA poderiam produzir ao produzir biocombustível de etanol a partir de grãos.

Laticínios e vegetais são os alimentos mais desperdiçados, com cerca de 466 e 403 trilhões de quilojoules perdidos no desperdício anual, respectivamente.

Os números são provavelmente conservadores, diz a equipe, já que são baseados em números sobre o desperdício de comida do Departamento de Agricultura americano de 1995 --o mais recente disponível.

Desde então, os preços de alimentos caíram e é provável que o desperdício tenha aumentado. Além disso, os números não levam em conta o desperdício em fazendas e da pesca.

O estudo foi publicado na revista "Environmental Science and Technology".


Fonte: Folha-Uol.com.br

Vestibular - G1: Aulas da semana

Aulas de 26 a 31 de julho

26/07 - Espanhol: As conjunções que sofrem alterações por causa da sonoridade.
27/07 - Filosofia: Conceitos básicos.
29/07 - Biologia: Como funcionam os processos responsáveis pela liberação de energia.
30/07 - Matemática: Cálculos com o desperdício de água
31/07 - Redação: Os argumentos têm de estar ligados entre si e é necessária uma coesão entre os parágrafos.

Assista as aula clicando aqui: g1.globo.com - vestibular

domingo, 25 de julho de 2010

Se o mundo tivesse 100 pessoas (prêmio Cannes)

Figuras de estilo - Sérgio Nogueira

Fonte:g1.com.br - Dicas de Português - Sérgio Nogueira

Texto 1

Era só uma metáfora

Caro leitor, você sabe o que é linguagem conotativa?
Se não sabe, eu explico: “linguagem conotativa é o contrário da denotativa”. Pronto, você nunca viu uma explicação tão clara! Só não entendeu quem não quis. É, você tem razão, foi uma explicação ridícula. É do tipo “definição circular”: ficamos dando voltas e não chegamos a lugar algum.
Bem, vamos falar sério. Linguagem conotativa é o uso da linguagem figurada, é o uso das palavras fora do seu sentido real. É aqui que encontramos as figuras de linguagem.
A metáfora, por exemplo, é aquela figura em que o seu criador parte de uma comparação. Quando alguém diz que “a menina é uma flor”, temos uma metáfora: para o autor a tal menina é tão linda, tão delicada quanto uma flor. O autor faz uma comparação da beleza da menina com a da flor.
É interessante observarmos o seguinte: se usarmos os elementos de comparação ( = assim como, tal qual, tanto quanto) não teremos a metáfora, e sim a própria comparação:
“Ela é tão bonita quanto uma flor.” ( = comparação);
“Ela é uma flor.” ( = metáfora).
Isso significa que, para entender uma metáfora, é preciso perceber a comparação subentendida.
Quando José de Alencar diz que Iracema é “a virgem dos lábios de mel”, significa que “os lábios de Iracema são tão doces quanto o mel”.
Para João Cabral de Melo Neto, a serra do sertão é “magra e ossuda”, ou seja, é tão seca ( = sem vegetação) que parece um ser muito magro, tão magro e ossudo como o sertanejo em geral.
Assim sendo, chamar alguém de burro é só uma metáfora. Significa que estamos comparando a inteligência do ofendido com a de um burro, que dizem ser mais inteligente que o cavalo. Mas isso é outra história.

Texto 2

A borracheiro e a metonímia

Metonímia é uma palavra de origem grega, formada por “meta” (=mudança) + “onímia” (=nome). Ao pé da letra, metonímia é o uso de um nome por outro.
Metonímia é uma figura de retórica que consiste no emprego de uma palavra fora do seu sentido básico (do seu contexto semântico normal), por efeito de contiguidade, de associação de idéias.
É diferente da metáfora, que consiste no emprego de uma palavra fora do seu sentido básico por efeito de uma semelhança. No caso da metáfora, trata-se de uma relação comparativa; no caso da metonímia, é uma relação objetiva, de base contextual.
Vejamos alguns exemplos de metonímia:
1) relação metonímica de tipo qualitativo:
a) matéria por objeto: “O ouro (=dinheiro) só lhe trouxe
infelicidade”; “Os bronzes (=sinos) repicavam no alto do campanário”;
b) autor por obra: “Seu maior sonho era comprar um
Picasso” (=quadro de Picasso); “Adorava ler Jorge Amado” (=livros de Jorge Amado);
c) proprietário pela propriedade: “Ontem fomos ao Álvaro”
(=bar do Álvaro);
d) continente por conteúdo: “Adora macarrão, por isso
comeu três pratos” (=o macarrão de três pratos);
e) consequência pela causa (também chamada Metalepse):
“Ele não respeitou seus cabelos brancos” (=velhice); “Venceu graças ao suor (=trabalho, esforço) do seu rosto”;
f) cor pelo objeto: “O vermelho (=sangue) lhe corria pelas
veias”; “As andorinhas voavam pelo azul (=céu) do Rio de Janeiro”;
g) instrumento pelo agente: “Ayrton Senna foi um grande
volante” (=piloto de carros de corrida);
h) abstrato pelo concreto: “O crime (=criminosos) habita
aquela casa”; “Esperava pelo voto das lideranças” (=líderes);

2) relação metonímica do tipo quantitativo (também chamada de
Sinédoque):
a) parte pelo todo: “As asas (=pássaros) cortavam os céus
de Copacabana”; “Precisa de mais braços (=trabalhadores) para desenvolver a sua lavoura”;
b) singular pelo plural: “O inimigo (=inimigos) estava em
toda parte”; “Precisamos pensar mais no idoso” (=pessoas idosas);
c) gênero pela espécie (ou vice-versa): “Seu maior sonho
era pertencer à sociedade (=alta sociedade) paulistana”; “O homem (=humanidade) deve respeitar mais a natureza”.

Leitor desta coluna quer saber se “ir ao borracheiro” não está errado, pois verdadeiramente “vamos à borracharia”.
Não é uma questão de certo ou errado. Borracharia é o estabelecimento onde se vendem ou se consertam pneumáticos e câmaras de ar. Borracheiro é quem trabalha numa borracharia, mas também pode ser usado como sinônimo de borracharia.
Trata-se de uma relação metonímica perfeitamente aceitável e registrada em nossos principais dicionários.
É um caso semelhante ao de “ir ao dentista” (=clínica dentária) e “ir ao médico” (=consultório médico).

Texto 3

O exagero das hipérboles

A hipérbole é uma “metáfora exagerada”.
Existem exemplos famosos como “chorou rios de lágrimas” e outras bem populares: “já te disse mil vezes”; “explodiu de tanto comer”; “fez tudo num piscar de olhos”…
Leitor atento quer saber se eu considero claras as frases: “o total de manifestantes era equivalente ao de dois Maracanãs lotados” e “com esse dinheiro daria para comprar cinco apartamentos na Vieira Souto”.
Concordo com o nosso leitor. Não são comparações claras. No caso do Maracanã, nunca sei se o gramado está incluído como acontece em shows ou eventos especiais. Pior é o caso dos apartamentos da Vieira Souto. Juro que não sei exatamente o seu valor. É só consultar a seção de classificados dos nossos jornais para constatar que a variedade dos preços é grande.
O que fica é uma ideia imprecisa. Temos apenas uma certeza: é muita gente e muito dinheiro.
Prefiro outros tipos de comparação: “com esse dinheiro daria para construir dois hospitais”; “com esse dinheiro daria para pagar o 13º dos servidores”… Dessa forma, parece que o leitor teria uma maior compreensão do fato, não quanto aos valores, mas certamente teria uma ideia melhor da sua perda.
Em todo caso, é sempre bom evitarmos comparações exageradas e de difícil compreensão.
Vamos, então, fazer um teste final: um escritório em que caberiam vinte milhões de caixinhas de fósforo é grande ou pequeno?

Texto 4

A catacrese e a catapulta

O elemento de origem grega “cata” significa “para baixo”. Deve ser por isso que você nunca viu uma catarata jogando água “para cima”. Catarata é uma queda d’água.
Quem já assistiu a filmes que retratam guerras medievais deve ter visto uma catapulta em ação. Era uma arma de combate usada como alavanca para jogar bolas de fogo ou pedras por cima dos muros dos castelos.
Outro dia, lendo um artigo sobre música popular, encontrei esta pérola: “Foi esta música que catapultou a banda para a fila do gargarejo da MPB”. Fico imaginando qual tenha sido a interpretação do leitor que não tem a mínima ideia do que seja uma catapulta. Para quem ainda não entendeu, o crítico queria dizer que a tal música fez tanto sucesso que levou repentinamente a tal banda para os primeiros lugares das paradas de sucesso da nossa música popular.
E o que a catacrese tem a ver com tudo isso?
Catacrese é o nome que se dá para aquela metáfora que deixou de ser metáfora, que perdeu seu sentido figurado. É a “queda” da metáfora. Catacrese é a “metáfora fossilizada”.
Para ficar mais claro, vejamos alguns exemplos.
O alho não é dente nem nunca teve um dentinho sequer, mas você sabe qual é o nome do “dente de alho”? É dente de alho mesmo. Isso não significa que um conjunto de dentes de alho forme uma “dentadura”.
Você já viu estrelas no “céu da boca”? E umbigo na “barriga da perna”? E mamilos no “peito do pé”?
É interessante observar que a criação é metafórica, pois é feita a partir de uma comparação por semelhança.
A panturrilha é também chamada de “barriga da perna” por sua semelhança com uma barriga. Tanto é verdade que outros acham a panturrilha parecida com uma batata. Daí a “batata da perna”.
Para terminar, uma lista de catacreses: olho da agulha, cabeça do alfinete, perna da cadeira ou da mesa, cabelo do milho, boca do estômago, braço do sofá…

Resumindo:

Hipérbole – consiste no exagero de uma ideia e assim conseguir maior expressividade para enfatizar determinada situação: “Já te disse mil vezes”; “Fez tudo num piscar de olhos”; “Vai explodir de tanto comer”; “Rios te correrão dos olhos se chorares”; “Roma inteira nadava no sangue de seus filhos”; “Teus ombros suportam o mundo” (Carlos Drummond de Andrade);

Catacrese – é um tipo de metáfora ocasionada por:
1) falta de uma palavra específica: “pé da mesa”; “boca do
estômago”; “céu da boca”; “orelha do livro”; “dente de alho”; “barriga ou batata da perna”; “olho da agulha”; “De uma cruz ao longe os braços, vejo abrirem-se” (Castro Alves);
2) esquecimento etimológico (=queda do sentido original da
palavra): salário (de sal), secretária (de secreto), sabatinar (de sábado), tratante (de tratar), famigerado (de fama), marginal (de margem), rival (de rio)…


Fonte: g1.com.br - Dicas de Português - Sérgio Nogueira

Vestibular - G1: Aulas da semana

Aulas de 19 a 24 de julho

19/07 - Química: Alotropia
20/07 - Física: Escalas termométricas
21/07 - História: Como o brasileiro conquistou o direito de votar
22/07 - Português: O uso da crase
23/07 - Biologia: Causas, sintomas e tratamento da leptospirose
24/07 - Química: O que é ligação covalente dativa

Assista as aula clicando aqui: g1.globo.com/vestibular

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Senado aprova política nacional dos resíduos sólidos. O que muda?

As empresas que atuam no Brasil terão, em breve, de se responsabilizar pelas embalagens que colocam no mercado. É o que determina a política nacional dos resíduos sólidos, aprovada ontem no Senado. O projeto pretende incentivar a reciclagem de materiais e disciplinar o manejo de resíduos. Para começar a valer, precisa ainda ser sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Uma das novidades é a criação da “logística reversa”, que obriga fabricantes, importadores, distribuidores e vendedores a recolher embalagens usadas. A medida valeria para o setor de agrotóxicos, pilhas e baterias, pneus, óleos lubrificantes, eletroeletrônicos e para todos os tipos de lâmpadas.

O projeto ainda cria regras para a construção de novos aterros sanitários e para a possibilidade de incinerar o lixo.

As cidades brasileiras produzem hoje 150 mil toneladas de lixo por dia – 60% vão para os lixões. Só 13% dos resíduos têm destinação correta. A coleta seletiva ainda é precária. Dos 5.564 municípios brasileiros, apenas 405 contavam com esse serviço em 2008.

Alguns países já aprenderam a lidar com o lixo que geram. A Espanha é um deles. Ao premiar quem recicla e taxar empresas que poluem, Barcelona virou exemplo de coleta seletiva.

Fonte: Época - Blog do Planeta (Aline Ribeiro)

Por que as mudanças climáticas causam chuvas mais fortes

As chuvas fora do padrão que têm feito vítimas no Brasil (e no mundo) nos últimos tempos podem estar relacionadas às mudanças climáticas. É o que sugerem algum cientistas. Os especialistas em clima no Brasil hesitam em dizer que as chuvas torrenciais que caíram no Nordeste já sejam efeito do aquecimento global. Mas alguns cientistas fazem essa associação.

As tempestades que caíram na região entre não tiveram precedentes, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Em Caruaru, no dia 18, caíram 142,2 mm de chuva. O recorde, de 1966, era de 89,2 mm. Em Garanhuns, foi ainda mais inédito. A maior chuva da história tinha sido de 50 mm, em 1975. No mesmo dia 18 deste junho, os céus despejaram surpreendentes 84,2 mm de água. E no dia seguinte, outro recorde: 92,8 mm.

No dia 25 de junho, caíram 600 mm de chuva em Huilai, na China, em apenas seis horas. A maior tempestade em pelo menos uma década.

Por que isso tem a ver com o aquecimento da Terra. Quem explica é Kevin Trenberth, diretor do departamento de análise do clima do Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica, dos Estados Unidos. Segundo ele, o aquecimento global faz diferença nas chuvas por que a temperatura elevada aumenta a evaporação e a umidade média do ar na Terra. Agora estamos com mais vapor d’água na atmosfera do que há 30 anos. Segundo ele, 4% a mais de vapor. “Isso dá mais força às tempestades”, diz Trenberth. “É uma pena que o público não esteja associando as duas coisas. E as perspectivas são de que esses eventos fiquem maiores e piores no futuro”.

(Alexandre Mansur)

Fonte: Época - Blog do Planeta

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Quiz - Cartografia

A cartografia é uma ciência que elabora e estuda mapas ou cartas. Você sabe como funciona uma escala? Ela estabelece proporções entre distâncias distintas: a real e a representada. Faça o teste sobre o assunto

1-Que elemento da cartografia oferece a dimensão aproximada da área e das distâncias representadas?
a) O desenho
b) A cor
c) A coordenada geográfica
d) A escala

2-Complete: 'A projeção cartográfica plana é também chamada de _______.'
a) Azimutal
b) Cônica
c) Projeção de Aitoff
d) Meridiana

3-O que significa essa representação: E=1:500.000 ?
a) Significa que 1 cm no mapa corresponde a 500.000 cm na realidade
b) Significa que 500 cm no mapa correspondem a 1 km na realidade
c) Significa que a escala E é igual a 1 km dividido por 500.000 pontos no mapa
d) Significa que o denominador, o número 1, é invariável

4-A distância real entre Rio de Janeiro e Niterói é de 25 km. Em mapa com escala de 1:500.000, qual será a distância no desenho, a chamada distância gráfica?
a) 5 mm
b) 5 cm
c) 10 cm
d) 1 m

5-Por que dizemos que o tamanho da escala é inversamente proporcional ao tamanho do denominador?
a) Porque a escala sempre reduz o objeto real no mapa
b) Porque, quanto maior o denominador, maiores os detalhes da área no mapa
c) Porque o tamanho da escala está em cm, e o tamanho do denominador está em km
d) Porque, quanto maior o denominador, menores os detalhes da área no mapa

Solução. Para visualizar, selecione o trecho abaixo.

1-D, 2-A, 3-A, 4-B, 5-D

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Japoneses conseguem recarregar bateria de carro elétrico em 3 minutos

É mais rápido do que encher o tanque do carro. A empresa japonesa JFE Engineering desenvolveu um sistema de recarga rápida para carros elétricos que pode mudar o jogo. Até então, a carga da bateria levava horas. Com o novo sistema, segundo o jornal The Nikkei, do Japão, é possível carregar 50% da bateria. O suficiente para rodar metade da autonomia total, que geralmente está em 180 km. Significa que você sai de casa com o carro totalmente carregado para um dia cheio ou para uma viagem longa. Se a bateria estiver se esgotando, pode parar em um posto de de abastecimento e recarregar tão rápido quanto faria se o veículo fosse a gasolina. Isso elimina o maior desconforto em relação aos carros elétricos: a autonomia.

Segundo a JFE, o sistema estará a venda até o fim do ano. Cada estação de recarga deve custar US$ 63 mil, ou 40% a menos do que outras similares no mercado. Uma estação dessas tem as mesmas dimensões de uma bomba de combustível. Outra vantagem é que o recarregador pode ser instalado no posto com o circuito elétrico comum. Não é preciso mudar a rede normal.

Se esse tipo de carregador rápido chegar mesmo aos postos nas ruas, aumentam as chances de carros elétricos como o Nissan Leaf, da foto acima, conquistarem o mercado.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Jogue futebol, gere energia e ajude os pulmões

Em muitos países em desenvolvimento, a única maneira de se obter luz elétrica é queimar querosene dentro de um lampião. Além de pouco prático, é claramente destruidor para os pulmões. O Banco Mundial estima que respirar a fumaça deste combustível dentro de casa é o equivalente a fumar – pasmem – dois maços de cigarro por dia.

A queima de querosene para iluminar comunidades espalhadas pelo mundo soma ainda algo em torno de 190 milhões de toneladas métricas por ano de emissões de dióxido de carbono – o mesmo liberado por 38 milhões de carros juntos.

Qual seria, então, a alternativa para este combustível? Jogar futebol. Parece inusitado, mas é isso mesmo. Quatro estudantes de engenharia de Harvard desenvolveram uma bola que gera energia elétrica. A geringonça consegue captar a energia do impacto, que normalmente é perdida. Só 15 minutos de pelada são suficientes para iluminar uma pequena lâmpada de LED por três horas ou carregar um aparelho de celular.

A Soccket, como foi batizada, tem só um inconveniente: ainda é mais pesada que outras bolas. Mas os meninos de Harvard já estão estudando alternativas para deixá-la mais leve.

O projeto está em teste em países africanos, como Quênia e África do Sul. Se der certo, a Soccket poderá iluminar a vida de mais de 1 bilhão de pessoas que ainda usam querosene para ter energia elétrica. Os pulmões agradecem.

Fonte: Revista Época - Globo.com

domingo, 2 de maio de 2010

Confira os vestibulares em todo o país

G1 - Globo.com - Vestibular

Clique no estado para checar as instituições de ensino.
Fique atento às datas das inscrições e das provas.

aulas e dicas da semana - 26/04 - 30/04

O G1 relembra os vídeos com aulas e dicas publicados ao longo da semana.

  • Dicas de redação.
  • As principais características das cidades globais.
  • Fenômeno atmosférico natural piora a poluição nas grandes cidades.
  • Dicas de português e espanhol

Assista as aulas clicando aqui - G1 - Vestibulares

Enem 2010 será realizado nos dias 6 e 7 de novembro

O MEC (Ministério da Educação) vai realizar o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) nos dias 6 e 7 de novembro. A expectativa é de que a edição deste ano tenha 6 milhões de inscrições. Geralmente o Enem é realizado em outubro, mas, por causa do primeiro e do segundo turnos das eleições, o calendário teve que ser alterado para novembro.

Deficientes auditivos reclamam de aplicação e correção do Enem
Enem e lei de matrícula única geram rotatividade de alunos no Rio
Estudante poderá acessar o Fies assim que for aprovado no vestibular

Com essa data, o resultado das provas deve estar disponível na primeira semana de janeiro para ser usado por instituições públicas de ensino superior como forma de ingresso. Em 2009, 51 aderiram ao Sisu (Sistema de Seleção Unificada), que ofereceu 47,9 mil vagas.

O Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes) de 2010 já estava marcado para o primeiro fim de semana de novembro e, devido ao Enem, deverá ser adiado.

Em 2009, 4,1 milhões de estudantes se inscreveram no Enem e 3,2 milhões fizeram as provas. A data para o início das inscrições de 2010 ainda não foi fechada pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais).

Em junho, o MEC fará uma nova rodada de inscrições do Sisu. Os alunos que tiverem interesse em disputar as vagas a serem oferecidas por instituições públicas de ensino superior vão usar a nota do Enem de 2009.

As 51 instituições que participaram da primeira edição do sistema manifestaram interesse em permanecer no processo, mas ainda não é possível saber quantas vão participar da etapa de junho, já que nem todas fazem processos seletivos duas vezes ao ano.

Fraude

No ano passado, o Ministério da Educação suspendeu a prova do Enem --que deveria ocorrer nos dias 3 e 4 de outubro para 4,1 milhões de estudantes--, após o conteúdo das questões vazar. Uma nova empresa foi contratada para aplicar a prova, realizada nos dias 5 e 6 de dezembro com abstenção recorde e erro no gabarito oficial.

O vazamento do conteúdo provocou um prejuízo de aproximadamente R$ 45 milhões aos cofres públicos, e com o adiamento, diversas universidades decidiram não usar o desempenho no exame como parte do processo seletivo.

O presidente do Inep, órgão do Ministério da Educação responsável pelo Enem, Reynaldo Fernandes, pediu demissão do cargo para permitir a "reestruturação do órgão".


Fonte: Folha.uol.com.br

O biocombustível de aviação provoca desmatamento ou falta de alimentos?

Depois de noticiar que a TAM vai fazer seu primeiro voo com biocombustível neste ano, fica a pergunta: o pinhão manso usado no bioquerosene que a companhia pretende usar em seus aviões num futuro próximo, pode provocar desmatamento ou falta de alimentos?. A dúvida foi enviada à assessoria de imprensa da companhia, pelo Blog do Planeta - Globo.com. Mas, antes de ver a resposta, é importante ampliar a pergunta para entender como o biodiesel desta cultura pode afetar nossas florestas. Mais ainda. Sua proliferação provocaria falta de alimentos?

Depende de como isso vai ser feito. O pinhão manso é uma planta estratégica para projetos regionais de produção de biocombustíveis. A excelente qualidade de seu óleo tem despertado o interesse dos produtores no Brasil e no mundo. Por ser perene e de pequeno porte, é uma potencial e promissora fonte de renda estável para pequenos agricultores. Isso porque pode ser plantado em sistemas diversificados, ou seja, ao lado de outras atividades agrícolas direcionadas para a produção de alimentos e da preservação do ambiente.

Não é preciso desmatar novas áreas para cultivar a planta. O Brasil já tem terras abertas suficientes para abrigar não só o pinhão manso, mas também culturas como a cana-de-açúcar usada na produção do etanol.

Desta forma, se feito da maneira correta, o pinhão manso é mais mocinho que vilão.

No caso da TAM, segundo a assessoria de imprensa da empresa, a biomassa, fonte do bioquerosene de aviação, será oriunda de projetos de agricultura familiar e fazendas do interior do Brasil.

A TAM diz que comprou, por intermédio da Associação Brasileira dos Produtores de Pinhão Manso, sementes de produtores de pinhão manso do Norte, Sudeste e Centro-Oeste. Depois, providenciou a sua transformação em óleo semirrefinado e exportou-o para os EUA, onde a UOP LLC, empresa do grupo Honeywell, fez o processamento do óleo de pinhão manso em bioquerosene e sua mistura com o querosene convencional de aviação, na proporção de 50% cada

O pinhão manso é uma planta que não concorre com a cadeia alimentar porque é imprópria para consumo humano e animal. Ele pode inclusive ser cultivada junto com pastagens. Por isso, pelo menos em teoria, ele não exerceria pressão para abertura de novas áreas cultivadas.

(Aline Ribeiro)

Fonte: Época - globo.com

Qual é o produto mais reciclado no Brasil? Isso é vantagem?

Qual é o produto mais reciclado no Brasil? Não é o vidro, embora 45% dele retorne para outro frasco. Nem o papel, que tem 47% de taxa de reaproveitamento. O aço das latas de conservas é ainda mais reutilizado. Cerca de 49% volta para as fábricas. Quem tem um índice ainda mais impressionante é o alumínio das latinhas. Em 2008, os fabricantes no Brasil reciclaram aproximadamente 91,5% da produção nacional de latas.

Mas não é o alumínio o produto com maior taxa de reciclagem. É o ácido de baterias do seu carro. Estima-se que mais de 99% seja reaproveitado. Isso evita que os metais pesados, presentes no líquido da bateria, terminem contaminando o solo dos lixões ou ferro-velhos. O problema é que nem sempre a reciclagem é bem feita. E isso provoca vazamento do material. Segundo o Instituto Blacksmith, é um dos piores problemas ambientais do mundo. Estima-se que 12 milhões de pessoas sofram com a contaminação do material.

Tirando isso, na verdade, provavelmente o produto mais reciclado não é nenhum desses. É o ouro. E isso diz muito sobre a lógica financeira da reciclagem.

(Alexandre Mansur)

Fonte: Época - globo.com

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Não adianta culpar os céus pela tragédia no Rio


O Rio de Janeiro amanheceu debaixo d´água depois de uma madruga de chuva. As notícias da tragédia estão nos noticiários de hoje. Quando chove assim, todo mundo olha para o céu e procura os culpados lá em cima. Foi o El Niño? Foi o aquecimento global? Foi o acaso?

Por um lado, provavelmente, foi mero azar ter chovido tanto, e em abril. Foi extraordinário. Mas são eventos extremos que se repentem. Se chuvas assim acontecem com regularidade, então a cidade não pode se dar ao luxo de ter áreas vulneráveis.

Não dá para culpar o El Nino. O fenômeno este ano foi médio e já se dissipou. E ele aumenta chuvas no sul e reduz no Norte. No Sudeste, a cada vez vem diferente. Desta vez, a característica do El Nino foi travar as chuvas em SP e secar o Rio. No verão, enquanto São Paulo afundava, o Rio teve um verão ensolarado. O El Nino não teve responsabilidade pela tragédia do Rio desta vez.

Também não dá para culpar aquecimento global. Embora a concentração de carbono na atmosfera seja a maior da história da civilização, os efeitos ainda são irrisórios. O mar absorve a maior parte do excesso de carbono. E o sistema climático tem uma inércia para reagir à mudança da atmosfera. A gente só vai ver o clima ficar bizarro dentro de 10 anos. Até lá, o que teremos é um aumento na frequência de eventos extremos, que já ocorriam naturalmente.

E aí vem a irresponsabilidade das autoridades. Inclusive considerando que a chuva foi fora do normal. E o que Rio já é uma cidade mais resistente à chuvas do que SP, por exemplo. Choveu 324 mm em 24 horas. Para se ter ideia, aquela chuva que parou SP este ano foi de 112 mm. A maior chuva da história de SP foi de 151 mm em 1988. Mas no Rio chove muito. Chuvas assim acontecem de tempos em tempos. Não foi a primeira vez. Em uma das prefeituras do César Maia, em 1996, um temporal desses soterrou uma favela e dois condomínios chiques em Jacarépagua. Foi ali que o pessoal da Geotécnica aprendeu a calcular a saturação dos solo. Só não fizeram retirar as pessoas das áreas de risco, como se fez em Belo Horizonte e São Paulo, em alguns casos.

Um possível paralelo é New Orleans, nos Estados Unidos. A tragédia lá virou símbolo da vingaça do clima. Mas não dá para culpar a natureza. Ali sempre foi zona de furacão. O Katrina foi um furacão médio. Só que a cidade tinha uma barreira insuficiente para conter as águas. Deu no que deu.

Agora, é bom se precaver porque eventos extremos assim podem ficar mais frequentes nos próximos anos. As mudanças climáticas de verdade (quando os padrões do clima ficam irreconhecíveis) só vão começar a partir de 2020. Mas já nesta década teremos, segundo os pesquisadores, uma banalização dos eventos extraordinários. Os recordes que aconteciam a cada 20 anos e marcavam uma geração, começarão a se repetir com mais regularidade. É mais um bom motivo para acabar com as construções em lugares indevidos.

Fonte: Revista Época - Blog do Planeta

segunda-feira, 22 de março de 2010

Aulas e dicas da semana - 15/03 - 19/03

O G1 relembra os vídeos com aulas e dicas publicados ao longo da semana.

  • Soma dos termos de uma P.A.
  • Dicas sobre a preparação para o vestibular
  • Queda Livre I
  • Queda Livre II
  • Relação entre os deslizamentos de terra e a ocupação desordenada de encostas

Assista às aulas Clicando aqui: G1 - Vestibular

Aquecimento causará aumento de alergias e doenças, adverte agência

Especialistas em clima e saúde, reunidos em Paris (19/03/2010), advertiram que as mudanças climáticas terão efeitos indiscutíveis na saúde, como o aumento das alergias e doenças transmitidas por mosquitos, e o aumento de problemas intestinais ligados à falta de água.

"Em 2050, um em cada dois verões (hemisfério norte) se assemelhará à onda de calor de 2003", que na França causou a morte de milhares de pessoas, indicou o diretor da Agência Sanitária do Meio Ambiente e do Trabalho (AFSSET), Dominique Gombert.

Segundo ele, já é possível prever que o aumento das temperaturas durante o verão provocará um forte avanço da mortalidade entre as pessoas mais velhas, ou frágeis.

Além disso, as ondas de frio serão mais intensas, inclusive mais mortíferas, acrescentou o diretor.

Alguns poluentes --como as partículas finas--, também aumentarão, devido ao aquecimento global, acrescentou. "Serão mais precoces e permanecerão por mais tempo", explicou Gombert.

"Esta poluição terá os mesmos efeitos dos picos de poluição atuais, que geram um aumento das doenças respiratórias (bronquite, asma) e problemas cardiovasculares, assim como uma sensibilidade maior às infecções causadas por micróbios", advertiu.

Redistribuição de vegetação

O aquecimento global provocará uma redistribuição da vegetação no território: por exemplo, a oliveira terá uma tendência de crescer melhor no norte.

Além disso, acrescentou, os períodos com muito pólen vão aumentar, o que provocará mais casos de alergias, indicou.

São previstos também outros problemas de saúde, como cânceres de pele, devido à intensificação dos raios solares, e o aumento das doenças como a febre tifóide ou a cólera, porque a água será mais escassa e mais contaminada, alertou.

O especialista ressaltou que, embora as ameaças dos efeitos do aquecimento planetário pareçam claras, as medidas para proteger a saúde das pessoas são menos evidentes.

Para reduzir os fatores de risco, será preciso desenvolver a cultura da "adaptação", mas essa meta se depara com dificuldades, como a falta de interesse dos médicos, afirmou outro especialista.

"O aquecimento global é um tema que interessa aos meios de comunicação, mas menos aos médicos", lamentou William Dab, professor da cátedra de Higiene e Segurança no Conservatório Nacional das Artes de Paris.

Segundo ele, as mudanças climáticas não são "um risco a mais", entre outros, e sim "uma mudança de escala do risco", dada a quantidade de pessoas expostas.

O Observatório Nacional sobre os Efeitos do Aquecimento Global (Onerc) sugere algumas maneiras de combater esses efeitos das mudanças climáticas na saúde, entre elas umas supervisão maior dos agentes infecciosos e da qualidade da água e do ar.

Fonte: Folha de São Paulo

Água poluída mata mais que violência no mundo, diz ONU

Segundo a ONU, a população mundial está poluindo os rios e oceanos com o despejo de milhões de toneladas de resíduos sólidos por dia, envenenando a vida marinha e espalhando doenças que matam milhões de crianças todo ano.

"A quantidade de água suja significa que mais pessoas morrem hoje por causa da água poluída e contaminada do que por todas as formas de violência, inclusive as guerras", disse o Programa do Meio Ambiente das Nações Unidas (Unep, na sigla em inglês).

Em um relatório intitulado "Água Doente", lançado para o Dia Mundial da Água nesta segunda-feira, o Unep afirmou que dois milhões de toneladas de resíduos, que contaminam cerca de dois bilhões de toneladas de água diariamente, causaram gigantescas "zonas mortas", sufocando recifes de corais e peixes.

O resíduo é composto principalmente de esgoto, poluição industrial e pesticidas agrícolas e resíduos animais.

Segundo o relatório, a falta de água limpa mata 1,8 milhão de crianças com menos de 5 anos de idade anualmente. Grande parte do despejo de resíduos acontece nos países em desenvolvimento, que lançam 90% da água de esgoto sem tratamento.

A diarreia, principalmente causada pela água suja, mata cerca de 2,2 milhões de pessoas ao ano, segundo o relatório, e "mais de metade dos leitos de hospital no mundo é ocupada por pessoas com doenças ligadas à água contaminada."

O relatório recomenda sistemas de reciclagem de água e projetos multimilionários para o tratamento de esgoto.

Também sugere a proteção de áreas de terras úmidas, que agem como processadores naturais do esgoto, e o uso de dejetos animais como fertilizantes.

"Se o mundo pretende... sobreviver em um planeta de seis bilhões de pessoas, caminhando para mais de nove bilhões até 2050, precisamos nos tornar mais inteligentes sobre a administração de água de esgoto", disse o diretor da Unep, Achim Steiner. "O esgoto está literalmente matando pessoas."

Fonte: Folha de sâo Paulo



"National Geographic" lança edição com imagens sobre Dia da Água; veja

A revista "National Geographic Brasil" lança pela primeira vez, nesta segunda-feira (22), no Dia Mundial da Água, uma edição especial totalmente dedicada à situação da água no planeta.

A edição é lançada junto com representantes do movimento Planeta Sustentável e a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de S. Paulo).

Veja galeria com 13 imagens de divulgação da revista.

Neste dia, a Folha, em suas versões impressa e on-line, ficou azul para marcar a data.

A edição da "National Geographic" aborda lugares onde a escassez de água vem transformando a fauna e flora locais, a importância da água para diversas religiões e culturas, as migrações humanas provocadas pela falta de água, entre muitos outros assuntos.

Fonte: Folha de São Paulo

domingo, 7 de março de 2010

Aulas e dicas da semana - 01/03 - 05/03

O G1 relembra os vídeos com aulas e dicas publicados ao longo da semana.

  • Espelhos esféricos
  • Modos de organização discursiva: narração, descrição e dissertação.
  • Cálculo da área lateral de um cilindro.
  • Calorimetria.
  • Progressão geométrica

sábado, 6 de março de 2010

Biocombustível empurra boi para a mata

Ao aumentar a produção de biocombustíveis para substituir o petróleo, o Brasil pode dar grande contribuição para o mundo reduzir as emissões de gases-estufa, mas essa política pode acabar sendo um tiro pela culatra, indica um novo estudo.

Se a tendência atual de mudanças no uso da terra continuar, plantações de cana-de-açúcar e soja tomarão o lugar de pastagens, e estas serão empurradas para áreas de floresta, desmatando e emitindo carbono.

Isso é o que indica uma projeção feita pelo ecólogo paulista David Lapola, da Universidade de Kassel (Alemanha), autor principal de um estudo publicado na edição de hoje da revista "PNAS".

Editoria de Arte/Folha Imagem

Dê um clique na imagem para ampliar

Segundo ele e seus coautores, se o Brasil cumprir seu objetivo para 2020 --aumentar em 35 bilhões de litros a produção de álcool e em 4 bilhões de litros a de biodiesel de soja-- essas duas culturas empurrariam as pastagens para cerca de 60 mil km2 de floresta, desmatando uma área maior do que a Paraíba.

Segundo os cientistas, a troca de petróleo por biocombustível levaria 250 anos para compensar as emissões desse desmate.

As conclusões de Lapola e seus colegas saíram da projeção de uma tendência que já se verifica. "Identificamos quais seriam as mudanças diretas de uso da terra, e a maioria era biocombustível tomando lugar de pasto", explica Lapola.

De gado para soja

"As mudanças indiretas eram o gado que estava naquele espaço sendo realocado em outras regiões, sobretudo Amazônia e cerrado." Mais de 90% da expansão da soja na Amazônia em 2006, por exemplo, ocorreu sobre áreas de pastagem.

Especialistas afirmam que o estudo do ecólogo é consistente, mas sua conclusão é polêmica. Para o físico Rogério Cezar de Cerqueira Leite, especialista em política energética e membro do conselho editorial da Folha, o artigo tenta "assegurar que na distribuição internacional do trabalho [agricultura] o Brasil se mantenha como produtor de alimento barato".

"Se esse alerta pretende criar desconfiança em relação a nossos produtos, acho ruim, principalmente agora que os EUA acabam de reconhecer o etanol brasileiro como um combustível avançado", diz Suzana Kahn Ribeiro, secretária nacional de Mudança Climática.

Lapola explica que seu trabalho não deve ser visto como uma profecia incontornável, mas como um dado a partir do qual planejar ação.

Segundo ele, por exemplo, se a produtividade do gado tiver um pequeno aumento de intensidade --de 0,09 cabeças por hectare para 0,13-- o problema poderia ser contornado. A recuperação de pastos degradados e abandonados também ajudaria.

Para Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura, essas mudanças já estão acontecendo. "Nos últimos 20 anos a área de pastagem diminuiu, e a produção de carne aumentou."

Lapola, porém, defende que o governo atue para fomentar a produção intensiva. "Muitos subsídios hoje vão para aquisição de animais, manutenção da infraestrutura e várias outras coisas, mas pouco vai para incentivar o aumento da intensidade da criação ou a recuperação das pastagens degradadas."

Fonte: RAFAEL GARCIA - Folha de S. Paulo

quinta-feira, 4 de março de 2010

Com 54% do bioma, Caatinga perde duas cidades de SP por ano

A caatinga vem perdendo por ano uma área de sua vegetação nativa equivalente a duas vezes a cidade de São Paulo, revelou o primeiro monitoramento já feito sobre esse bioma.

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, resta pouco mais da metade --53,62%-- da cobertura vegetal original típica do semiárido nordestino.

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A principal causa de desmatamento na região é a produção de energia. Abatida, a mata nativa é transformada em lenha e carvão destinados a abastecer siderúrgicas nos Estados de Minas Gerais e do Espírito Santo ou a mover indústrias de gesso e cerâmica instaladas no próprio semiárido.

"Sem estimularmos alternativas de geração de energia, como gás natural ou energia eólica [dos ventos], não vamos conter o desmatamento na caatinga", observou ontem o ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) ao divulgar os números do monitoramento do bioma, que só existe no Brasil.

Minc classificou de "intolerável" o ritmo do corte da vegetação no local e anunciou para breve novas ações de repressão no semiárido. Recentemente, o ministério mandou parar parte das indústrias de gesso instaladas na região.

Dados de satélite indicam que a caatinga perdeu, num período de seis anos, entre 2002 e 2008, 16.576 quilômetros quadrados de vegetação nativa. Isso equivale a 2% do bioma, que detém cerca de 10% do território nacional. O ritmo do desmatamento é semelhante ao verificado na Amazônia.

Apesar do porte menor das árvores, o abate da caatinga foi responsável pelo lançamento de 25 milhões de toneladas de carbono por ano na atmosfera.

Isso significa o dobro do corte das emissões de carbono planejado pelo governo com medidas de eficiência energética em 2020. Ou o equivalente à geração de energia por fontes alternativas, como pequenas hidrelétricas e usinas eólicas, também em 2020, conforme as metas oficiais do país.

O desmatamento na caatinga preocupa porque a região do semiárido já foi identificada como uma das áreas mais vulneráveis no Brasil às mudanças climáticas. Um terço da economia pode ser afetado com o aumento da temperatura.

Carlos Minc adiantou que o bioma também deve contar com metas para a redução do abate de árvores, da mesma forma que a Amazônia e o cerrado.

"A Amazônia é fundamental, mas o ministério não pode ser samba de uma nota só", disse. Uma das medidas em estudo é a criação de mais unidades de conservação na caatinga, como a que será estabelecida na serra das Confusões (PI) neste mês. Áreas protegidas representam atualmente 7% do bioma.

Bahia e Ceará concentram mais da metade do desmatamento medido pelo ministério no período mais recente, até 2008. O município de Acopiara (CE) lidera o ranking. Em Alagoas, o ritmo foi menor, mas restam poucas áreas preservadas no Estado.

O padrão de corte de árvores na caatinga é diferente do verificado em outros biomas já monitorados. Nos últimos anos, os satélites mostram que o desmatamento ocorreu de forma pulverizada na região.

Fonte: MARTA SALOMON - Folha de S. Paulo

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Quiz - Copa da África

Segundo especialistas, a seleção brasileira de futebol caiu numa das chaves mais difíceis da Copa do Mundo de 2010, a ser realizada na África do Sul, juntamente a Portugal e Costa do Marfim. Sobre as relações históricas envolvendo a África, o Brasil, Portugal e a Costa do Marfim, assinale a que for falsa:

a. A Costa do Marfim, juntamente à Mauritânia e ao Senegal, entre outros países, compunham a África Ocidental Francesa.

b. Portugal foi o primeiro país a impor a dominação europeia sobre o continente africano e a última metrópole a deixar suas ex-colônias.

c. A Revolução dos Cravos, na década de 1970, em Portugal, foi um dos sobredeterminantes que precipitaram as independências das colônias lusas no continente africano.

d. No contexto da Guerra Fria, Cuba, sob o regime de Fidel Castro, participou de diversas lutas anticolonialistas na África.

e. A África do Sul foi palco de uma disputa colonialista conhecida como Guerra dos Boêres (1880-81/1899-1902).

f. O fim do governo de minoria branca em Angola, em 1980, colaborou para o fim do regime de Apartheid (oficializado em 1948), na África do Sul, em 1992.

Selecione o espaço abaixo para ver a resposta.

O professor Luiz Fernando de Carvalho explica a resposta:

a. Verdadeira: A França foi uma das maiores potências colonialistas na África; a África Francesa compreendia 20 Estados africanos.

b. Verdadeira: A dominação portuguesa sobre o continente africano remonta os primórdios na Expansão Marítimo-Comercial europeia, no século 15, e estender-se-á até a década de 1970.

c. Verdadeira: As lutas anticoloniais desgastaram o exército português e o regime do salazarismo, contribuindo para mudanças políticas na metrópole. Por exemplo, em 1969, a maior parte do exército português estava mobilizado na África; em 1972, este contingente superava o incrível número de 140 mil tropas e comprometia mais de 50% do orçamento português.

d. Verdadeira: A Revolução Cubana foi, por excelência, uma reação à dinâmica imperialista das potências do núcleo do sistema capitalista (no caso, os EUA). Cuba, solidarizando-se com a autodeterminação dos povos, participou das lutas anticolonialistas africanas na Argélia (1961), no Congo (1964-65), em Guiné e Cabo Verde (1966), na Angola (1975-90) e ainda em Moçambique e na Etiópia.

e. Verdadeira: De fato, a África do Sul foi alva de emigração boêre, em 1836, quando são fundadas a República do Transvaal e o Estado Livre de Orange (ambas no nordeste sul-africano). Com a penetração britânica no Transvaal, a guerra é deflagrada.

f. Falsa: O fim do governo de minoria branca na Rodésia -que muda o nome do Estado para Zimbábue- colocou o Apartheid na defensiva. O fim da Guerra Fria na década de 1980 e o fim da posição estratégica da África do Sul (além de uma série de pressões internacionais e domésticas) fizeram o Apartheid cair. Diga-se oportunamente que o fim deste regime segregacionista foi um dos efeitos mais impactantes na África pós-Guerra Fria.

Fonte: Folha de São Paulo - Blogdofovest

Aulas e dicas da semana - 22/02 a 26/02

O G1 relembra os vídeos com aulas e dicas publicados ao longo da semana passada.

  • Prismas
  • Reações químicas
  • Trajetórias abertas e fechadas nos movimentos.
  • Trajetória parabólica
  • Tempestades de verão
  • Termoquímica

Assista às aulas clicando aqui: G1 - Vestibular

Os sinais vitais da Terra, para você acompanhar

Clique aqui para acessar o site

O site Breathing Earth (algo como Respiração da Terra) fez uma animação que ajuda a entender o tempo dos impactos ambientais do planeta. O mapa do mundo é uma simulação das emissões de gás carbônico (um dos principais responsáveis pelas mudanças climáticas) de cada país. Se você passar o cursor em cima de um país, o mapa oferece dados relevantes como a população e a emissão por pessoa. Também mostra quantas toneladas de carbono foram emitidas desde que você começou a olhar o mapa. Cada vez que o país emitiu o equivalente a mil toneladas de carbono, ele pisca em cinza. O mapa também faz uma simulação de quantas pessoas morrem ou nascem em cada país enquanto você está olhando. A ideia é dar uma sensação de urgência para cuidar dos problemas ambientais do mundo, e mostrar como eles estão ligados à pressão populacional.

(Alexandre Mansur)

Fonte: Globo.com - Época

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Brasil aumentou em 77% capacidade de geração de energia eólica

A capacidade de geração de energia eólica no Brasil aumentou 77,7% em 2009, em relação ao ano anterior. Com isso, o país passou a ter uma capacidade instalada de 606 megawatts (MW), contra os 341 MW de 2008.
Os dados, divulgados nesta quarta-feira (3) pelo Conselho Global de Energia Eólica (GWEC, na sigla em inglês), mostram que o Brasil cresceu mais do que o dobro da média mundial, que foi de 31%.
O crescimento brasileiro foi maior, por exemplo, que o dos Estados Unidos, que teve aumento de 39%; o da Índia (13%) e o da Europa (16%), mas menor que o da China, cuja capacidade de geração ampliou-se em 107%.
O Brasil também cresceu menos do que a média da América Latina, cujo aumento foi de 95%, puxado, em grande parte, pelas expansões de capacidade do México (137%), Chile (740%), da Costa Rica (67%) e Nicarágua (que saiu de zero para 40 MW).
De acordo com a pesquisa, a capacidade da América Latina passou de 653 MW para 1,27 gigawatt (GW ou 1.270 MW), enquanto a capacidade do mundo ampliou-se em 37,5 GW, chegando a 157,9 GW. Em termos absolutos, os Estados Unidos têm uma capacidade de 35 GW, a China, de 25 GW, a Índia, de 11 GW e a Europa, de 76 GW.
O Brasil responde por cerca da metade da capacidade instalada na América Latina, mas representa apenas 0,38% do total mundial. Para o diretor-executivo da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), Pedro Perrelli, o desenvolvimento do parque eólico do país só não é maior porque o Brasil tem muita capacidade hidrelétrica instalada e potencial.
Segundo ele, apesar disso, o Brasil tem ainda muito terreno para crescer na energia eólica. "A energia eólica é importante, porque ela é complementar a esse potencial hidráulico. Inclusive porque ela não consome água, que é um bem cada vez mais escasso e vai ficar cada vez mais controlado", disse Perrelli.
De acordo com a ABEEólica, a capacidade instalada de energia eólica no Brasil deve crescer ainda mais nos próximos anos. Isso porque um leilão realizado no ano passado comercializou 1.805 MW, que devem ser entregues até 2012.
Fonte: VITOR ABDALAda Agência Brasil, no Rio :Folha Online

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Quiz - Estudo vê risco de epidemia de HIV resistente a drogas

[...]O aumento da circulação de variantes do HIV resistentes ao tratamento com antirretrovirais nos EUA pode provocar uma epidemia desse tipo de "supervírus" com início nos países desenvolvidos. O alerta é de um estudo publicado na edição de hoje na revista "Science", que analisou a dinâmica de transmissão do vírus em San Francisco, na Califórnia.
Nos últimos 20 anos, a presença do vírus resistente cresceu de forma significativa na cidade, assim como na maioria dos países ricos, onde o tratamento com antirretrovirais é comum. Como os soropositivos podem transmiti-lo para mais de uma pessoa, os pesquisadores afirmam que a ameaça de epidemia nesses países é real.[...] (Folha de S. Paulo, 15 de janeiro de 2010)

Em 1996, o chinês naturalizado norte-americano David Ho desenvolveu o coquetel de drogas antirretrovirais, medicamento que revolucionou o tratamento da Aids. Apesar de ainda não significar a cura, o tratamento permitiu aumentar de forma significativa a vida do soropositivo.
Entretanto, o coquetel gerou um efeito colateral em parte da população: a falsa sensação de segurança reduziu os cuidados com a doença. A notícia acima não poderia ser mais perversa nesse contexto.
Cinco alunos estavam discutindo sobre o assunto e emitiram as frases abaixo. Aponte aquele que cometeu erro:
a. O vírus HIV é um retrovírus, seu material genético é o RNA.
b. Esse material genético está mais sujeito a mutações do que o DNA.
c. As mutações frequentes dificultam o desenvolvimento de vacina eficiente.
d. Os soropositivos não conseguem produzir anticorpos contra o vírus.
e. Enquanto não existe uma vacina eficiente, a prevenção é a melhor alternativa.

Selecione para conferir a resposta.

Resposta:D
As pessoas que têm o vírus desenvolvem anticorpos anti-HIV. Infelizmente esses anticorpos não são eficientes para determinar a cura da doença. Os exames típicos (Elisa e Western Blot) detectam os anticorpos anti-HIV.

domingo, 24 de janeiro de 2010

O colapso ambiental e a miséria do Haiti estão interligados?


O Haiti é um reflexo de “quase” todas as mazelas humanas. Ainda quando era Hispaniola e não tinha fronteiras políticas com a República Dominicana a sua população indígena foi dizimada de 500 para 11 mil índios. E depois, retomada pelas vias tortas da escravidão de africanos. Em menos de trezentos anos o país foi explorado como colônia européia, sofreu na mão de ditadores sanguinários, foi ocupado por tropas americanas e sacudido por catástrofes naturais, como o terremoto que destruiu o país na terça-feira (12). Mas existe uma explicação para grande parte dos problemas sociais do país que é pouca debatida: a destruição ambiental. É nesse ponto que a história do Haiti, separa-se da de seu vizinho, a República Dominicana.

O Haiti é o país do Caribe que mais devastou sua floresta, e não por coincidência é o mais pobre das Américas. A cana-de-açúcar plantada pelos colonizadores franceses foi o primeiro elemento de destruição No século XVIII, o açúcar produzido lá, era responsável por mais da metade da riqueza da corte francesa. Com a revolução promovida pelos escravos, o Haiti conquistou a liberdade, mas o preço foi alto. Cerca de 20 bilhões de dólares, grande parte destes pagos com mais devastação. Em 1950, restavam apenas 40% das árvores do país.

A República Dominicana parecia seguir o mesmo caminho. Até que, as árvores foram poupadas por um fator inesperado: o ditador o Rafael Trugillo, que decidiu restringir a exploração madeireira na ilha. A salvação das florestas foi firmada pelo sucessor de Trugillo, Joaquim Balaguer, um homem que amava as árvores mais do que as pessoas. Ele criou reservas florestais e promoveu uma guinada ambiental na República Dominicana. Uma ação que fez do país um modelos de exploração sustentável de madeira.

Enquanto isso, no Haiti…

Uma ditadura tão cruel quanto a de Balaguer tomou uma decisão diferente. François Duvallier, o “Papa-Doc”, além de aterrorizar a população com sua polícia formada por torturadores e seqüestradores, decidiu em um surto de paranóia cortar todas as florestas do país. A ideia era impedir que rebeldes oposicionistas usassem as matas como esconderijo. Duvallier também permitiu que os latifundiários que o apoiavam derrubassem as matas de forma desordenada para o plantio de mais cana. O saldo foi a devastação de 95% das florestas naturais do Haiti. Hoje, restam apenas 3% de áreas verdes no país, grande parte destas são matas exóticas, como as florestas de pinheiros. A falta de árvores esgotou os solos, atrapalhou a agricultura de subsistência e sufocou os rios do Haiti. Cerca de 80% dos mananciais estão comprometidos pelo assoreamento.

Sem florestas, sem terras férteis e sem água, os hatianos acabaram encurralados por falta de alternativas. O êxodo rural inchou as cidades e criou favelas gigantescas como as de Cité Soleil e Bel Air. Locais marcados pela cena de crianças tomando banho em esgoto puro, uma conseqüência direta do desastre ambiental da região. Parcas tentativas de reflorestamento tentam ajudar os haitianos a recuperar suas matas. Um projeto da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro tenta criar viveiros de mudas, para produzir 200 mil árvores nativas e exóticas. O objetivo é reflorestar ao menos as encostas, os topos de morros e as nascentes. O projeto é dividido pelo governo Brasileiro e a Espanha, e custa um milhão de reais. Um pequeno passo muito importante para os haitianos recuperarem seus recursos naturais, e qualidade de vida.

Uma história semelhante ocorre em alguns pontos do Brasil, como o Vale do Jequitinhonha e o semi-árido Nordestino. Regiões onde a devastação ambiental foi seguida por uma onda de miséria e desigualdade social. Hoje, alguns projetos de reflorestamento buscam recuperar as matas devastadas dessas região. Como diria a música de Gilberto Gil: “O Haiti é aqui…”

(Juliana Arini)

Fonte: Época - Blog do planeta